Apesar de os setores da ciência e da tecnologia serem constituídos em sua maioria por homens (segundo dados da UNESCO, estima-se que as mulheres cientistas do mundo representam apenas 30%), muitas mulheres foram fundamentais para o avanço dessas áreas e fizeram história.

Há diversos filmes e documentários que retratam a trajetória dessas mulheres fortes lutando contra o preconceito para conquistar o reconhecimento em sua área de atuação. A partir disso, selecionamos 5 filmes (histórias reais e também de ficção) que mostram a força e a persistência das mulheres cientistas. Confira.

Não-ficção

1 – Radioactive

O filme foi lançado em 2019 e conta sobre a vida, ascensão e as descobertas da cientista polonesa Marie Curie. Nele acompanhamos Marie, vivida pela atriz Rosamund Pike, desde o momento em que conhece seu futuro marido, Pierre Curie, até a hora de sua morte. Ao decorrer da trama, passamos por várias de suas descobertas e ótimos paralelos mostrando seus efeitos nos dias de hoje, sua luta por espaço e reconhecimento dentro do ambiente científico na virada do século XX, sua vida pessoal e o relacionamento com suas filhas.

É interessante que além da visão da Marie cientista, o longa aborda também seu lado humano, feminino, seus dilemas, revoltas e relações pessoais.

Disponível em: Netflix.

2 – Estrelas além do tempo

Apesar de ter sido apagado durante vários anos, a importância do papel da mulher para o desenvolvimento tecnológico é notória como, por exemplo, no filme biográfico aqui listado.

Um grupo de matemáticas, mulheres e negras é obrigado a trabalhar separadamente do resto da equipe da NASA por causa da cisão racial ocorrida durante a Guerra Fria nos Estados Unidos, refletindo na tela os efeitos do preconceito vivido durante o ano de 1961.

As matemáticas Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson são interpretadas respectivamente pelas atrizes: Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe.

Disponível em: Telecine

3 – Mercury 13 – O Espaço Delas

Em 1959, para lançar o primeiro homem ao espaço, a NASA criou o programa “Mercúrio”. Para isso, selecionou um grupo de homens para passar por testes físicos e psicológicos. Depois da seleção, surgiu um questionamento: como as mulheres se sairiam se passassem pelos mesmos testes?

Assim, a NASA criou um programa secreto, selecionando treze mulheres para também fazerem parte da corrida espacial. Contudo, apesar dos ótimos resultados nas avaliações e do inquestionável merecimento, as 13 mulheres não foram selecionadas para irem ao espaço exclusivamente por serem mulheres.

O documentário Mercury 13 mostra a luta dessas mulheres contra o preconceito e a constante busca pelo reconhecimento.

Confira também o post: Mulheres na tecnologia

Disponível em: Netflix.

Ficção

 4 – A Chegada

Baseado no conto A história da Sua Vida, de Ted Chiang, o filme A Chegada imagina como o mundo reagiria diante do primeiro contato com os alienígenas e como seria a comunicação com eles.

A personagem principal da narrativa é a Drª Louise Banks,  uma linguista que tem como missão traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça para a humanidade.  

A atriz Amy Adams realiza um trabalho brilhante e emociona o público ao retratar a sensibilidade de sua personagem diante das dificuldades, ressaltando assim a sua força como mulher, mãe e linguista, além da importância do seu papel em um ambiente tomado por homens, em sua maioria especialistas na área de exatas.

Disponível em: Netflix, Paramount+ e Globo Play.

5 – Interestelar

O filme conta a história de um grupo de astronautas que tem a missão de verificar possíveis planetas para se tornarem o novo lar da humanidade. 

Apesar de o personagem principal de Interestelar ser um homem (o astronauta Cooper), há duas mulheres de destaque no filme: Amelia Brand (Anne Hathaway), filha de um antigo professor de Cooper, e Murphy (Mackenzie Foy e Jessica Chastain), filha de Cooper. 

Elas são fortes, ativas na trama, buscando soluções para os problemas que surgem. Assim, contrariam a maioria dos filmes de ficção científica, em que a mulher aparece apenas como parte decorativa ou objeto de desejo masculino. Por exemplo, Murphy é quem refaz a equação do Doutor Brand, que antes não funcionava, resolvendo o problema que representava um risco para a sobrevivência da humanidade.

Disponível em: Globoplay

Mulheres cientistas – Considerações finais

Como bem sabemos, os desafios e a luta das mulheres pelo reconhecimento profissional e pela igualdade de direitos, principalmente em áreas predominantemente masculinas, como na ciência e tecnologia, vêm de longa data. Abordar a força da mulher e a sua luta nos filmes é de extrema importância, pois contribui para reforçar o movimento feminista e para a evolução da sociedade.

Leia também: Mulheres líderes que impactam o mundo Tech.

E aí, gostou das dicas? Esperamos ter ajudado a inspirar as novas estudantes que se interessam por ciência e tecnologia e que estão pensando em ingressar nessas áreas.

Conhece outros filmes sobre o mesmo tema? Então, compartilhe conosco nos comentários. 

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