Recomendações: 5 filmes sobre mulheres cientistas

Recomendações: 5 filmes sobre mulheres cientistas

Apesar de os setores da ciência e da tecnologia serem constituídos em sua maioria por homens (segundo dados da UNESCO, estima-se que as mulheres cientistas do mundo representam apenas 30%), muitas mulheres foram fundamentais para o avanço dessas áreas e fizeram história.

Há diversos filmes e documentários que retratam a trajetória dessas mulheres fortes lutando contra o preconceito para conquistar o reconhecimento em sua área de atuação. A partir disso, selecionamos 5 filmes (histórias reais e também de ficção) que mostram a força e a persistência das mulheres cientistas. Confira.

Não-ficção

1 – Radioactive

O filme foi lançado em 2019 e conta sobre a vida, ascensão e as descobertas da cientista polonesa Marie Curie. Nele acompanhamos Marie, vivida pela atriz Rosamund Pike, desde o momento em que conhece seu futuro marido, Pierre Curie, até a hora de sua morte. Ao decorrer da trama, passamos por várias de suas descobertas e ótimos paralelos mostrando seus efeitos nos dias de hoje, sua luta por espaço e reconhecimento dentro do ambiente científico na virada do século XX, sua vida pessoal e o relacionamento com suas filhas.

É interessante que além da visão da Marie cientista, o longa aborda também seu lado humano, feminino, seus dilemas, revoltas e relações pessoais.

Disponível em: Netflix.

2 – Estrelas além do tempo

Apesar de ter sido apagado durante vários anos, a importância do papel da mulher para o desenvolvimento tecnológico é notória como, por exemplo, no filme biográfico aqui listado.

Um grupo de matemáticas, mulheres e negras é obrigado a trabalhar separadamente do resto da equipe da NASA por causa da cisão racial ocorrida durante a Guerra Fria nos Estados Unidos, refletindo na tela os efeitos do preconceito vivido durante o ano de 1961.

As matemáticas Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson são interpretadas respectivamente pelas atrizes: Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe.

Disponível em: Telecine

3 – Mercury 13 – O Espaço Delas

Em 1959, para lançar o primeiro homem ao espaço, a NASA criou o programa “Mercúrio”. Para isso, selecionou um grupo de homens para passar por testes físicos e psicológicos. Depois da seleção, surgiu um questionamento: como as mulheres se sairiam se passassem pelos mesmos testes?

Assim, a NASA criou um programa secreto, selecionando treze mulheres para também fazerem parte da corrida espacial. Contudo, apesar dos ótimos resultados nas avaliações e do inquestionável merecimento, as 13 mulheres não foram selecionadas para irem ao espaço exclusivamente por serem mulheres.

O documentário Mercury 13 mostra a luta dessas mulheres contra o preconceito e a constante busca pelo reconhecimento.

Confira também o post: Mulheres na tecnologia

Disponível em: Netflix.

Ficção

 4 – A Chegada

Baseado no conto A história da Sua Vida, de Ted Chiang, o filme A Chegada imagina como o mundo reagiria diante do primeiro contato com os alienígenas e como seria a comunicação com eles.

A personagem principal da narrativa é a Drª Louise Banks,  uma linguista que tem como missão traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça para a humanidade.  

A atriz Amy Adams realiza um trabalho brilhante e emociona o público ao retratar a sensibilidade de sua personagem diante das dificuldades, ressaltando assim a sua força como mulher, mãe e linguista, além da importância do seu papel em um ambiente tomado por homens, em sua maioria especialistas na área de exatas.

Disponível em: Netflix, Paramount+ e Globo Play.

5 – Interestelar

O filme conta a história de um grupo de astronautas que tem a missão de verificar possíveis planetas para se tornarem o novo lar da humanidade. 

Apesar de o personagem principal de Interestelar ser um homem (o astronauta Cooper), há duas mulheres de destaque no filme: Amelia Brand (Anne Hathaway), filha de um antigo professor de Cooper, e Murphy (Mackenzie Foy e Jessica Chastain), filha de Cooper. 

Elas são fortes, ativas na trama, buscando soluções para os problemas que surgem. Assim, contrariam a maioria dos filmes de ficção científica, em que a mulher aparece apenas como parte decorativa ou objeto de desejo masculino. Por exemplo, Murphy é quem refaz a equação do Doutor Brand, que antes não funcionava, resolvendo o problema que representava um risco para a sobrevivência da humanidade.

Disponível em: Globoplay

Mulheres cientistas – Considerações finais

Como bem sabemos, os desafios e a luta das mulheres pelo reconhecimento profissional e pela igualdade de direitos, principalmente em áreas predominantemente masculinas, como na ciência e tecnologia, vêm de longa data. Abordar a força da mulher e a sua luta nos filmes é de extrema importância, pois contribui para reforçar o movimento feminista e para a evolução da sociedade.

Leia também: Mulheres líderes que impactam o mundo Tech.

E aí, gostou das dicas? Esperamos ter ajudado a inspirar as novas estudantes que se interessam por ciência e tecnologia e que estão pensando em ingressar nessas áreas.

Conhece outros filmes sobre o mesmo tema? Então, compartilhe conosco nos comentários. 

Quem é a Aquarela Analytics?

A Aquarela Analytics é pioneira e referência nacional na aplicação de Inteligência Artificial na indústria e em grandes empresas. Por meio da plataforma Vortx e da metodologia DCIM (Download e-book gratuito), atende clientes importantes, como: Embraer (aeroespacial), Grupo Randon (automotivo), Solar Br Coca-Cola (alimentício), Hospital das Clínicas (saúde), NTS-Brasil (óleo e gás), Votorantim (energia), dentre outros.

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Autoras

A utilização do Scrum no desenvolvimento de Soft Skills

A utilização do Scrum no desenvolvimento de Soft Skills

Bastante utilizado na área da tecnologia, o framework Scrum é uma das mais conhecidas ferramentas da metodologia ágil, que busca por meio de técnicas e processos agilizar a execução de gestão de projetos. É fundamento do framework criar um ambiente de responsabilidade coletiva e progresso contínuo. O Scrum divide o trabalho em ciclos curtos e concentrados, chamados de sprints. Assim, possibilita ao time a realização de ajustes em qualquer etapa do projeto, minimizando os impactos negativos no decorrer do processo.

A auto-organização, motivação, transparência e confiança são alguns dos benefícios do Scrum. Por isso, é comum sua utilização em diversas áreas do conhecimento, inclusive na área de People, onde em decorrência de suas características, a qual engloba recrutamento, seleção e demais burocracias, nos possibilita utilizar a framework de uma forma eficaz. Por meio dessa ferramenta, irei pontuar alguns Soft Skills que o time desenvolve ao utilizar o scrum, e como se dá esse processo. 

Scrum e seus princípios 

Como já mencionado, o Scrum é um framework para desenvolver e sustentar projetos. É o mais popular da metodologia ágil de gerenciamento de projetos. Ele possui como princípio norteador o controle de processos empíricos, o qual enfatiza a sua filosofia central com base em três componentes principais: transparência, inspeção e adaptação. Assim, proporciona um trabalho mais colaborativo, concentrado em três dimensões, que são a consciência, articulação e apropriação.

O Scrum está focado ainda em um time auto-organizado, multifuncional e empoderado, resultando em colaboradores mais satisfeitos e com responsabilidade compartilhada. Isso tudo em um ambiente inovador e criativo, proporcionando crescimento de todos os âmbitos.

Para que o framework funcione adequadamente em relação à People, é necessário o envolvimento de três papéis: Scrum Master, Product Owner e o time Scrum. O Dono do Produto/Product Owner, é responsável pela coordenação das necessidades do cliente, gestão do Product Backlog e pela manutenção da justificativa de negócios para o projeto. Ele representa a voz do cliente. O Scrum Master é um facilitador, o qual garante ao time um ambiente propício para concluir o projeto com sucesso, ensina as práticas do Scrum para todos os envolvidos, remove os impedimentos encontrados pelo time e assegura que os processos do Scrum sejam sempre seguidos. E, por fim, temos o time Scrum, que são todos os membros envolvidos diretamente com o desenvolvimento do projeto. Nesse time, podemos ter desenvolvedores, administradores de banco de dados, analistas e design. 

As etapas do Scrum tem tempo limitado e essa restrição ajuda a gerenciar o planejamento e execução do projeto. Chamamos esse tempo limitado de Sprints, onde cada time deve definir a duração no início do projeto de acordo com a característica do mesmo ou do negócio, variando geralmente entre uma a quatro semanas. Na Aquarela Advanced Analytics, acabamos adaptando o Scrum com algumas mudanças de papéis, resultando em uma ferramenta ainda mais eficaz para a realidade dos projetos de Analytics, fortalecendo e colocando em prática ainda mais a nossa própria metodologia, a DCIM.

Scrum e as Soft Skills desenvolvidas

Vimos até aqui o que é o Scrum, seus benefícios e princípios aplicados. Agora, veremos como esta ferramenta pode nos auxiliar a desenvolver nossas demais habilidades, que são chamadas de Soft Skills. Elas são as habilidades desenvolvidas pelo sujeito, ou seja, compõem sua personalidade e são percebidas em suas relações interpessoais. Essas habilidades fazem parte do espectro comportamental e social do ser humano, ligadas ainda a inteligência emocional, que está relacionada à capacidade de identificar e lidar com as emoções e sentimentos pessoais e de outros indivíduos. 

Diante disso, com base nas vivências observadas pela área de People, vimos que o Scrum demonstra ser um importante desenvolvedor dessas Soft Skills por ser uma ferramenta ágil, onde seu principal foco é nas pessoas envolvidas no projeto. Assim, pontuamos algumas destas habilidades, como a comunicação, organização, assertividade, autoconhecimento, foco, resiliência, empatia, proatividade, adaptabilidade e transparência, tornando assim o ambiente colaborativo de alta confiança, com feedback contínuo, resultando na responsabilidade coletiva e na solução de problemas de forma rápida e eficaz. Ainda, a inserção dos hábitos voltados para um trabalho mais ágil fazem com que as pessoas desenvolvam o autogerenciamento e auto-organização, trazendo uma autonomia com responsabilidade.

Segundo apontou o Future of Jobs Report 2020, referente aos Soft Skills, as habilidades mais importantes para o futuro são a resolução de problemas complexos, pensamento crítico, criatividade, gestão de pessoas e coordenação em equipe. Desta forma, num comparativo com a metodologia Scrum, aplicada e adaptada hoje na Aquarela Advanced Analytics, percebe-se que estas habilidades são altamente desenvolvidas no dia a dia do nosso time, pois essa ferramenta possibilita o desenvolvimento das mesmas.

Fechamento/conclusão

Por fim, desenvolver estas habilidades é algo contínuo, evolutivo, onde muitas vezes envolve um processo interno de autoconhecimento, que busca gradativamente aprimorar sua inteligência emocional, e perceber em si mesmo a possibilidade de mudança. Apresentamos aqui, portanto, que a ferramenta Scrum não é somente eficaz nos entregáveis de um projeto, mas também no desenvolvimento de Soft Skills, resultando num ambiente corporativo e relações interpessoais saudáveis. Esse processo acontece muitas vezes na construção das relações de receber e oferecer feedbacks entre o time. 

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Qual a relação do Design de Serviços, a UX e a Indústria 4.0?

Qual a relação do Design de Serviços, a UX e a Indústria 4.0?

Muito tem se ouvido falar sobre a nova geração de produtos fruto da Indústria 4.0. Mas você sabe como eles surgiram e quais são os pilares por trás da criação desses produtos? Neste artigo, você poderá compreender como o design de serviços, aliado à automação do comportamento inteligente, pode interferir positivamente na vida das pessoas e trazer oportunidades para as empresas gerarem produtos mais eficazes e desejáveis.

Experiência do Usuário

O termo User Experience foi utilizado pela primeira vez por Donald Norman, designer, pesquisador, professor e autor americano na área de ciências cognitivas e da computação, na década de 1990. Norman defende o bom design e o uso de objetos e serviços de forma fácil e eficiente. Um famoso exemplo disso é o caso das “Portas de Norman”, citado em seu livro “O Design do Dia a Dia”. Ele identificou uma grande dificuldade de compreensão do uso das portas da universidade onde lecionava, pois elas possuíam puxadores, mas eram feitas para empurrar. Outras serviam para arrastar, mas não possuíam acessório para seu manejo. Então, em síntese: “Qualquer objeto que precise de instruções de uso, falhou no quesito funcionalidade.”

porta
Imagem: reddit.com

Uma boa experiência do usuário consiste não só em encontrar facilidade de usabilidade em um produto/ serviço, como também envolve aspectos psicológicos e cognitivos da experiência, uma vez que o usuário se identifica com o universo daquele bem de consumo, seja ele tangível ou intangível. Existem três pontos básicos para uma boa experiência:

(1) a utilidade (o produto precisa servir para alguma coisa, resolver um problema);

(2) a usabilidade (precisa ser fácil de usar);

(3) a desejabilidade (satisfazer ou encantar com suas soluções).

O Design de Serviços e os produtos

Utilizando metodologias do design, o Service Design (ou Design de Serviços) trabalha para entender o perfil dos consumidores, seus desejos e suas necessidades. Tudo para garantir que determinado serviço seja competitivo para o mercado e relevante para quem o usa. Em sua essência, se atenta às necessidades humanas no geral. Não apenas do cliente, mas de todos os atores envolvidos, como: colaboradores, fornecedores, distribuidores, entre outros.

As interações entre o consumidor e a empresa prestadora do serviço gera uma jornada de experiência de ponta a ponta. Assim, o Service Design analisa os recursos da empresa e projeta para ela formular todas as estratégias que atendem às necessidades dos clientes de forma relevante e econômica – ou sustentável. São analisadas todas as atividades (processos), infraestrutura, comunicação, pessoas e componentes/ materiais envolvidos. Tudo isso com o intuito de melhorar a qualidade do serviço e as interações entre o prestador do serviço e seus clientes. E é altamente aplicável a serviços digitais.

Do ponto de vista prático, uma ferramenta proveniente do Design de Serviços que oferece uma excelente clareza mental é a construção da jornada do cliente. Ao mapear todos os pontos de contato e as relações de troca que se estabelecem, torna-se mais evidente onde a companhia consegue (ou não) entregar valor ao cliente e aos demais envolvidos no sistema.

Design, IA e Indústria 4.0

E como isso interfere em nosso cotidiano? Atualmente, estamos transitando para a Era da Indústria 4.0, que se iniciou com o boom da internet na primeira década do milênio. Ela caracteriza-se pelo forte uso de Inteligência Coletiva (IC) e Inteligência Artificial (IA) para a automação de etapas de concepção, manufatura e distribuição de bens e serviços. De lá pra cá, a popularização do acesso ao conhecimento por meio de smartphones e outros dispositivos resultou em um novo perfil de consumidor, cada vez mais próximo do mundo automatizado e de suas facilidades.

Existem grandes benefícios em aplicar a Inteligência Artificial ao Design de Serviços, onde podemos citar o uso de dados para analisar as variáveis do mercado; em produtos que ajudam empresas a mensurar melhores preços para seus produtos; ou ainda para a prevenção de danos, como no caso da IA que monitora refrigeradores de vacinas, alertando sobre a necessidade de sua manutenção a tempo de prevenir a perda dos medicamentos.

evolução das indústrias
Imagem produzida pelos autores.

Não podemos deixar de citar também algumas empresas que começaram como startups e revolucionaram a forma de prestar serviços de forma disruptiva, como: Uber, Airbnb e Netflix. O uso da IA associada ao Design de Serviços trouxe cases de sucesso no que diz respeito à inovação, solução de problemas e usabilidade, pois facilitaram a experiência e mudaram o mindset nos segmentos de locomoção urbana, hospedagem e entretenimento.

Assistente virtual Alexa

Um perfeito exemplo de produto resultado da Indústria 4.0 é a assistente virtual Alexa, da Amazon. Ela foi projetada com forte uso de machine learning (sistemas que podem aprender sem serem programados para realizar tarefas específicas e com o mínimo de intervenção humana). A Alexa é capaz de assimilar textos e comandos de voz. Aliás, visto que está constantemente aprendendo e se adaptando às preferências do usuário, essa assistente vai oferecendo respostas cada vez mais adequadas às demandas de cada pessoa. 

Assistente virtual Alexa
Fonte da imagem: amazon.com.br

A Alexa entende e responde vários idiomas, incluindo o português brasileiro. Para isso, os engenheiros da Amazon usaram milhares de horas de áudio e texto para “ensinar” a Alexa a ouvir e a falar sem sotaque. Com essa escuta, ela é capaz de entender o que lhe é pedido e executar tarefas simples (por enquanto), como configurar alarmes, falar sobre a previsão do tempo ou executar uma playlist. Além disso, a Alexa pode interagir com smart TVs, geladeiras, entre outros dispositivos, como lâmpadas inteligentes, controles remotos e interruptores. Da mesma forma que ela aprendeu a ouvir e a falar a língua de vários países, os engenheiros também estão usando os dados de uso para que, via aprendizados, ela atenda cada vez melhor às expectativas dos usuários.

UX Design, Inteligência Artificial, Service Design, Inteligência Coletiva, Indústria 4.0
Imagem produzida pelos autores

Então, como podemos entender como a UX, IC, SD e a IA se conectam e se complementam, formando algo maior que a soma das partes?

Em nosso artigo sobre a Indústria 4.0, explicamos como a inteligência coletiva e a artificial são os pilares dos produtos e serviços dessa nova era. Embora esses dois conceitos sejam os fundamentos que empoderam o processo, ainda existem duas dimensões complementares que instrumentalizam o processo de mudança de paradigma que vivemos, sendo eles: i) UX Design e o ii) Service Design (SD).

Enquanto o UX Design busca entender e aprimorar o design de um produto, o Service Design busca criar e aperfeiçoar todo o ciclo de vida da experiência. Com isso, podemos ver a Inteligência Coletiva e a Artificial atuando de duas formas: i) como componente dos produtos em seu uso; e no próprio processo de concepção. Vejamos isso em mais detalhes:

i) no uso:

No caso da Alexa, ao pedirmos algo para ela, como por exemplo: Alexa, vai chover hoje?

No momento em que o áudio entra nos microfones do hardware, ele é digitalizado e enviado para as redes neurais, que fazem o reconhecimento dos fonemas (pedaços de som), que consequentemente são transformados em texto com a transcrição da frase. Então, essa frase passa por mecanismos probabilísticos que ajudam a corrigir qualquer interpretação errada do áudio. Por isso, se você falar “Alexa, vai “shomer” hoje? Ela provavelmente responderá como se você tivesse falado “chover”.

A partir desse texto, um mecanismo de NLP (processamento de linguagem natural) faz a quebra da frase em componentes do discurso usando IA simbólica para isso. Então, medem-se os conceitos entre si, suas distâncias, decidindo qual o contexto da interação. Nesse caso, a Alexa vai acionar seu skill (serviços de contexto) de clima passando para ele a posição captada pelo GPS do hardware.

Dentro do Skill de clima, há algoritmos de deep learning, algoritmos genéticos, modelos estocásticos e outras técnicas já previamente executados para as macrorregiões do planeta; com isso o Skill faz uma busca do modelo mais adequado à posição do interlocutor, gerando uma probabilidade de temperatura, sol, chuva ou neve.

Essa probabilidade é convertida em um texto pelo Skill, buscando usar uma linguagem mais coloquial ou formal, de acordo com os aprendizados das preferências do usuário. Assim, um mecanismo de IA simbólica concatena as melhores palavras e envia o texto para a IA de sintetização de voz. Ela usa redes neurais gerativas e proporciona uma voz sintética muito parecida com uma voz humana real, incluindo até as tomadas de ar. Por fim, executa-se o áudio na placa do hardware.

ii) no processo de concepção – Design

Você reparou quantos passos são necessários para que uma simples interação como a citada acima seja possível? E se minha Alexa está conectada a um monitor? Ou ainda, se ela está ligada à automação de minha casa e é capaz de fechar as janelas sozinha ou mudar a atuação do ar-condicionado? Quantas interações são possíveis nessa extrapolação? O Design de Serviços trata de todas essas extrapolações e possibilidades. Já o UX Design se responsabiliza pelas telas de uma possível interação, pelo formato do produto, pela forma de invocação. Em alguns dispositivos é necessário apertar o botão mic no controle remoto e, em outros, basta apenas começar a frase com a palavra “Alexa”.

E onde está a IA e a IC?

Ela se encontra em duas formas: 1) no uso, onde os modelos já treinados atuam tomando decisões a partir das entradas do usuário; 2) no momento do treino em si, onde os engenheiros de machine learning testam diversos algoritmos e arquiteturas para obter as melhores respostas de cada Skill.

Esses treinos fazem uso de giga até terabytes de informações coletadas de diversas formas. O intuito é criar modelos com uma ampla gama de respostas e resilientes a dados com ruídos, algumas vezes ambíguos. Como já exploramos em posts anteriores, a IC – Inteligência Coletiva é o resultado do armazenamento e processamento de milhares de interações (amostras de dados, armazenadas nos banco de dados e data-lakes) de pessoas reais.

É no momento da concepção de um produto como a Alexa que a interdisciplinaridade mostra toda sua força. Assim, UX-Designers, Service Designers, Engenheiros de Machine Learning, Cientistas de dados e Engenheiros de Software e Hardware trabalham em conjunto para obter, a partir de toda a complexidade debaixo do capô, uma experiência tão simples quanto perguntar e ser respondido sobre o clima.

Conclusões

Os mecanismos que permitem o funcionamento da Alexa, da Siri e de outros assistentes pessoais ou outros sistemas de IA já existem há décadas. A IA simbólica foi criada por Alan Turing há mais de 60 anos. As redes neurais já estão por aí há mais de 40 anos. E, praticamente, toda tecnologia que empodera uma Alexa já existe há pelo menos 30 anos.

E por que só agora isso está começando a se popularizar?

Isso se dá porque que todas essas peças foram colocadas juntas, resolvendo problemas reais, criando uma experiência fluida, integral e agradável ao usuário. Nada disso seria possível sem os Designers de Experiência (UX Designer) e os Designers de Serviço (Service Designers), além dos bons empreendedores que colocam todos esses profissionais para trabalharem juntos, atendendo às necessidades do mercado.

Considerações finais e oportunidades

Assim como a Alexa e a Siri estão encontrando seu caminho nas prateleiras reais e virtuais de todo o mundo, existem milhares ou milhões de oportunidades que envolvem essa conexão de IC, IA, SD e UX nas empresas. Essas oportunidades vão desde experiências de compra com precificação inteligente, atendimento ao cidadão, otimização de manutenção, processos mais assertivos de M&A, na melhora da qualidade de vida daqueles que sofrem de alguma necessidade especial, ou ainda no salvamento de vidas, seja pelo uso de gadgets e robôs ou na criação de novos fármacos, tratamentos e vacinas inteligentes.

Na Aquarela, reconhecemos a força da sinergia entre UX, SD, IC e IA na construção de produtos e serviços da Indústria 4.0 e Web 3.0. Por isso, incorporamos vários construtos do UX Design e Service Design em nossa metodologia DCIM’ (Data Culture Intensive Methodology), integrando práticas de modelagem de IA, Big Data (IC), design thinking, e diagramas e métodos próprios na entrega de aplicações disruptivas.

Gostou do artigo? Então, leia também: Como escolher o melhor fornecedor de Data Analytics e Inteligência Artificial? 

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Mulheres líderes que impactam o mundo Tech

Mulheres líderes que impactam o mundo Tech

Estamos aqui pensando muito em como falar sobre as mulheres líderes na área de tecnologia sem ser clichê, sem falar o que já foi dito. Mas também o que veio à mesa é que, mesmo já sendo dito tantas vezes, por que ainda não é suficiente? Acreditamos que, na grande maioria das empresas, principalmente de tecnologia, a preocupação de diversidade no time e nas lideranças é algo recorrente. 

A melhor maneira que encontramos foi de inspirar meninas e mulheres por aí sobre a gama de possibilidades que existem no mundo tech, e que mulheres terem dificuldade em exatas é mito!

Convidamos nossas mulheres líderes para falarmos sobre projetos de sucesso e de aprendizados, sim, porque falamos muito dos acertos, mas também é legal falarmos das vezes que as coisas não saíram como desejado e isso é super normal. Saber que haverá frustrações nos prepara para elas e nos torna resilientes para não desistir.

Nossas líderes

Janaína Pereira

Quem é de humanas tem espaço na tecnologia, tanto para migrar de profissão, quanto para utilizar conhecimentos para melhorar as análises de dados do setor. Para Janaína, as mudanças são algo que naturalmente assustam qualquer pessoa, entretanto, quando se refere ao mercado de trabalho, ela vê desafios e possibilidades. Estar em contato há tão pouco tempo com o mundo tecnológico é algo novo, instigante e desafiador para ela, ainda mais por não estar familiarizada com números e fórmulas. Porém, é neste universo, o qual admira, que ela vê o seu futuro e crescimento. 

“É gratificante fazer parte disso como indivíduo, e principalmente como mulher. Sinto orgulho de estar inserida no mundo tech e com perspectiva de aprendizados e conquistas.” 

Janaina Escorteganha- Líder de Departamento Pessoal na Aquarela Analytics.

A nossa líder de Departamento Pessoal ainda acrescentou que, embora as áreas de People e DP não trabalhem diretamente com códigos, isso não quer dizer que não é possível aprender sobre eles. Para ela, é preciso de novos conhecimentos para ter um desempenho melhor a cada dia. 

Ana Bagatini

Para Ana Claudia, a função do Marketing consiste em auxiliar a empresa a compreender o mercado e a satisfazer as necessidades e desejos do seu público, criando e comunicando valor a ele. Para ela, é preciso conhecer a fundo a organização, o setor em que a empresa atua, suas vantagens competitivas, o público-alvo, a concorrência, e, principalmente, seus produtos/serviços. 

É nesse contexto que estar à frente do Marketing de uma empresa do setor tecnológico tornou-se um desafio e, ao mesmo tempo, uma grande oportunidade para Ana, pois se trata de um novo mundo a ser explorado: de códigos, lógica e de termos desconhecidos para alguém com formação em comunicação. Nossa líder do Marketing ainda ressaltou que isso a motiva diariamente, fazendo com que ela saia da zona de conforto em busca de novos aprendizados, que vão contribuir para o seu crescimento pessoal e profissional.

“Espero que o meu depoimento sirva como inspiração para meninas e mulheres que desejam ingressar no mercado de trabalho, principalmente na área de tecnologia. Deixo a minha homenagem e gratidão a todas as mulheres que fizeram história e que abriram caminhos para que hoje mulheres como eu estejam no mercado de trabalho e ocupando cargos de liderança. Às mulheres que desejam fazer parte do mundo Tech, preparem-se para desafios, mas também para grandes conquistas. Sejam bem-vindas!”

Ana Claudia Bagatini – Líder de Marketing na Aquarela Analytics

Caroline Zago 

Sabemos que a presença de mulheres no mercado de trabalho é desigual diante da presença masculina em todas as áreas, mas principalmente na área de tecnologia. Para Caroline Zago, nossa líder de DevOps, essa realidade não é diferente quando se trata de mulheres na programação. Para Carol, apesar das dificuldades e diferenças, a presença feminina nessa área vem crescendo. Ela reforçou a importância do incentivo para que as mulheres aprendam programação, como: grupos de estudos, grupos de apoio nas redes sociais, acelerações, bootcamps e até mesmo programas de contratações voltados para mulheres. 

“É desafiador e gratificante estar nesse meio. Sempre é bom poder buscar inspirações por meio de histórias e relatos de outras mulheres que conseguiram chegar longe e mostraram que o caminho é viável mesmo com momentos ruins. A realidade do mercado de trabalho pode sim continuar melhorando!”

Caroline Zago – Cientista de Dados e Líder DevOps na Aquarela Analytics

Daniela Zanesco

A nossa líder de People teve a sua primeira experiência na área de tecnologia na Aquarela. Ela contou que, a primeira vez em que eu abriu uma vaga de Cientista de Dados, sentiu como se aquelas linguagens e ferramentas fossem um bicho de sete cabeças. Tudo parecia muito complexo. Entretanto, ela se surpreendeu com a receptividade do seu time e da comunidade da qual começou a fazer parte.

“Sei que sou sortuda por isso, imagino que nem todas não tiveram a mesma sorte que eu. Sempre encontrei pessoas dispostas a me ensinar e compreensivas quando eu não sabia algo. Quando aprendi Python e R com as comunidades da Pyladies e Rladies, eu encontrei muito amor e paciência, desde instalar um programa até as linhas de código. E é isso que acho mais bonito no mundo da tecnologia.”

Daniela Zanesco – Líder de People Manager na Aquarela Analytics.

Dani também destacou que, mesmo ainda recebendo 100 currículos de homens para cada um de mulher, há muitas pessoas falando sobre isso, ensinando mulheres, dando espaço para elas.

“Quando entrevista uma desenvolvedora ou cientista de dados, eu ganho meu dia.”

Citações que dá gosto de ler

Se tem uma autora que esse time ama e idolatra é a autora nigeriana, Chimamanda Ngozi Adichie. Sério! Leiam os livros dela. Tem um, em especial: Sejamos Todos Feministas. Se você não conhece ainda, tem esse TEDx maravilhoso dela.

Ainda sobre livros, “O Clube da Luta Feminista – um manual de sobrevivência para um ambiente de trabalho machista, da Jessica Bennett, elenca vários conselhos para ajudar no empoderamento da colega. Separamos dois que, ainda mais em momento de home office e videochamadas, fazem toda a diferença: “Em se tratando de trabalho, os homens falam mais que as mulheres, e muitas vezes nem têm noção disso. Então, deixe elas falarem!” e “Incentive as mulheres a participarem de reuniões, quando tem outras mulheres, elas se sentem mais confortáveis em falarem”.

Promover a diversidade dá dinheiro! Este artigo lindo de se ler mostra que empresas que têm maior diversidade de gênero têm mais lucro.

Mulher, o nosso abraço

Finalizamos essa matéria inspiradora parabenizando todas as mulheres que nos inspiram e nos deram apoio ao longo de toda a nossa vida. Parabéns às nossas mães e avós, que sentiram na pele o peso da sobrecarga doméstica; às mães solos; às mulheres com dupla jornada, àquelas que fazem avanços na ciência e tecnologia, enfim, a todas que, de alguma forma, nos ensinam e inspiram. Um abraço bem apertado em cada uma de vocês e estamos juntas, unidas! Vamos continuar a deixar o mundo melhor.

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Leia também: Mulheres na tecnologia: desafios e oportunidades

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Como é trabalhar de Dev Python na Aquarela

Como é trabalhar de Dev Python na Aquarela

Sabemos que é bem abrangente ser Dev Python na área de dados. Cada empresa emprega tecnologias, metodologias e trabalham com produtos diferentes. O dia a dia do desenvolvedor muda de empresa para empresa, por isso chamamos a nossa Cientista de Dados, Caroline Zago, para explicar melhor como é trabalhar na Aquarela.

1 – Carol, o que o Dev Python vai utilizar e desenvolver aqui?

Na Aquarela, o Dev Python desenvolve softwares voltados para a área de ciência de dados, machine learning e Inteligência Artificial. Além do desenvolvimento de REST APIs, utilizando conceitos de engenharia de software, participa do processo de análise de dados, extração e limpeza de dados (ETL), implementação e integração de workflows.

2 – Como é o dia-a-dia do Dev Python aqui na Aquarela?

O Dev Python participa de projetos voltados para diversas áreas envolvendo dados, com diferentes problemas de negócio, integrando um Squad (time) que trabalha utilizando metodologias ágeis (Scrum e DCIM) e aplicando o ciclo DevOps, com um trabalho dinâmico que envolve desde o desenvolvimento até a parte operacional. Estamos em home office e continuaremos assim mesmo após a pandemia acabar, então utilizamos várias ferramentas, de maioria da Google, para comunicação escrita ou videochamadas e a agenda é uma ferramenta essencial para o nosso trabalho, então nossos talentos tem que ser organizados.

3 – Quais os conhecimentos básicos para ser Aquarelades?

Os conhecimentos necessários para integrar o time de desenvolvedores na Aquarela envolvem o conhecimento da linguagem Python, Docker, ferramentas de versionamento de código (Git), Banco de dados (SQL e NoSQL), Linux, conceitos de engenharia de software, metodologia de testes de código e padrões de segurança. Claro que, se não souber alguns desses, mas tenha vontade de aprender, somos abertos para oferecer esse tempo da curva de aprendizado.

4 – Como é vivenciar a cultura da Aquarela? 

Nós trabalhamos o tempo todo em equipe. Tem muita troca de aprendizados, de ideias e colocamos juntos a “mão na massa”. Valorizamos muito o que chamamos de capoeira cognitiva, autodidatismo e cuidado com o colega. Além disso, nós estamos em conformidade com a LGPD. É muito gratificante trabalhar em uma empresa ética, que tem o propósito bem claro de aumentar a inteligência do mundo.

Gostou da nossa conversa?

Convidamos a Carol para falar porque gostaríamos que vocês olhassem para a vaga com os olhos de quem vivencia no dia-a-dia o desenvolvimento aqui, na Aquarela, além da visão de People. Então, se você gostou e se identificou com o que a gente faz, envie seu currículo em nosso site. E venha com a gente impactar diretamente o PIB brasileiro, trabalhando com grandes clientes.

Quem é a Aquarela Analytics?

A Aquarela Analytics é pioneira e referência nacional na aplicação de Inteligência Artificial na indústria e em grandes empresas. Por meio da plataforma Vortx e da metodologia DCIM (Download e-book gratuito), atende clientes importantes, como: Embraer (aeroespacial), Grupo Randon (automotivo), Solar Br Coca-Cola (alimentício), Hospital das Clínicas (saúde), NTS-Brasil (óleo e gás), Votorantim (energia), dentre outros.

Fique atento às novas publicações diárias da Aquarela Analytics no Linkedin e assinando a nossa Newsletter mensal! 

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Entrevista – O trabalho do DevOps na IA

Entrevista – O trabalho do DevOps na IA

Hoje vamos falar sobre a área de DevOps, a qual é:

Uma cultura que permite a entrega contínua de software com alta qualidade aos nossos clientes, sustentada em três pilares: pessoas, processos e tecnologia. Por meio de um conjunto de práticas conhecido como ciclo DevOps (plan, code, build, test, release, deploy operate e monitor), são combinadas as etapas de desenvolvimento de software e operações. É complementar ao desenvolvimento Agile e possui o objetivo de automatizar e agilizar a entrega de valor de cada aplicativo criado. Dessa maneira, encurta o ciclo de vida de desenvolvimento e entrega valor mais rápido para os nossos clientes. 

Figura: Ciclo DevOps – Referência: https://www.auctus.com.br/wp-content/uploads/2017/09/devops-process.png

Quando temos o compartilhamento desta visão entre vários profissionais em times ágeis, então começamos a ter a cultura DevOps na organização.  

A área de DevOps está em grande crescimento devido à necessidade urgente de digitalização da economia. Assim, ela é uma área chave para os projetos relacionados às bases da Indústria 4.0

Para tornar o tema mais simples e prático, nada melhor do que falar diretamente com os envolvidos nesse trabalho de alto calibre. Por isso, na entrevista de hoje, vamos falar com o Eduardo Vizzon, responsável por diversos processos DevOps aqui na Aquarela Analytics.

Desafios do DevOps

  1. Quais são as principais preocupações no dia a dia da operação? 

A minha principal preocupação é reforçar a cultura Devops na empresa. Para isso é necessário que se documente bem os processos, que sejam feitos treinamentos de tecnologia e que haja constantes feedbacks tanto com o cliente quanto com o próprio time. Isso garante que as empresas que atendemos estejam sempre com um alto nível de disponibilidade das aplicações, bem como entregas contínuas de software. Além disso, há um cuidado para que tudo esteja bem documentado e funcionando com segurança. Neste caso, utilizamos diversos tipos de sistemas de documentação (Wiki, Docs, Tutoriais), monitoramento de aplicações (Zabbix, MRTG, Nagios, Cacti), ferramentas de integração contínua (Jenkins,Travis, Hudson, Bamboo), Kubernetes, Docker, entre outras. 

  1. Qual tem sido a forma de aprendizado mais eficiente das tarefas de DevOps, sendo que hoje existe um grande volume de canais de estudo? 

A melhor forma de aprender é a prática. E como cada empresa tem suas próprias ferramentas e sua cultura, o conhecimento prático é sempre bastante contextualizado. Por isso, vale buscar cursos, principalmente os mais específicos e objetivos, que possam auxiliar no manuseio das ferramentas disponíveis e contribuir para colocar isso em prática rapidamente.

  1. Quais as tecnologias mais promissoras para os próximos anos na sua visão? 

O universo de tecnologias é grande e está em constante mudança. A área de computação em nuvem está cada vez mais em destaque através dos fornecimentos de “Serverless Computing”, que são serviços específicos da nuvem, como: armazenamento de arquivos (AWS S3, Oracle Cloud Storage, Google Cloud Storage), banco de dados, Kubernetes, entre outros que são gerenciados pelo próprio provedor. 

Atualmente, já estão bem consolidadas plataformas como Amazon, Google, Oracle e Azure. Todavia, existe uma constante evolução na forma como elas oferecem seus serviços para seus usuários e em como disponibilizam aplicações em operação por meio das orquestrações de serviços em Kubernetes

As aplicações que implementamos na operação dos clientes da Aquarela estão cada vez mais avançadas e abrangentes no sentido de promover a otimização de performance nos indicadores. 

Há uma tendência clara da importância do alinhamento entre as necessidades de negócio de cada cliente em seu setor com o stack tecnológico implantado. Nesse sentido, as tecnologias que podem impulsionar a integração de regras de negócio com machine learning e a estatística são as ferramentas gráficas de desenho de ETL (o que é ETL), que vão desde o Pentaho Data Integration, Rapid Minder (ambos baseados em JAVA) até os orquestradores de tarefas, como o Airflow, que tem uma melhor integração com algoritmos de ETL e Machine Learning em Python.  

  1. Quais são os principais desafios das empresas em adotar uma cultura DevOps?

Implementar a cultura DevOps na organização é um trabalho de gestão de pessoas, já que o modo de trabalhar é novo e as rotinas mudam constantemente. Geralmente, há uma resistência dos times na implementação dessa cultura devido à necessidade de adaptação às novas tecnologias e processos. Além disso, muitas vezes, por demanda da empresa, os times precisam aprender uma tecnologia do zero. Apesar desses desafios, os ganhos com a implantação dessa cultura são enormes. Com a eficiência do desenvolvimento e operação, há um ganho de escala, produtividade, redução de custos e redução do prazo de entrega. 

É importante ressaltar que a implementação da cultura DevOps deve ser gerida diariamente, aos poucos e com cuidado. Na Aquarela, a agenda de treinamentos de ferramentas, o oferecimento de cursos técnicos, a utilização de softwares colaborativos e a adoção de uma cultura de feedback foram essenciais para a implantação da cultura DevOps.

  1. Como é atuar em projetos que já nascem 100% DevOps (principais vantagens)? 

Este é, sem dúvida, o melhor dos cenários, pois o ambiente já possui processos automatizados, documentados e otimizados, resultando em economia de recursos. Além disso, proporciona eficiência e agilidade nas entregas, com papéis muito bem definidos de quem deve fazer o quê, quando e como. É satisfatório trabalhar dessa forma. 

Várias tarefas são executadas de forma padronizada, melhorando a qualidade da comunicação, tanto a interna (entre os membros do time), quanto a comunicação do time com o cliente, que, por sua vez, percebe o nível de maturidade da equipe. Isso minimiza os riscos do projeto.

Em um de nossos projetos de precificação dinâmica, um cliente precisou transferir 100% da infraestrutura de dados de uma nuvem para outra para diminuir a latência das chamadas (demora das respostas das requisições). Se não tivéssemos essa estrutura de operação muito madura, não conseguiríamos atender aos requisitos de forma tão rápida. Em 3 dias tínhamos 100% da operação coberta, atendendo todo o país na nova arquitetura. 

Para o cliente, significa menos riscos, pois há uma velocidade maior de entregas, como correções de bugs e novas features. Além disso, oferece mais segurança para o processo, pois o ciclo garante testes e monitoramento. Temos feedbacks muito positivos dos clientes pela qualidade das entregas, com sistemas testados em várias camadas de cada aplicação e uma agilidade de correção muito ampliada. Em alguns casos, a nossa forma de trabalhar é vista como modelo dentro da operação dos clientes. Isso é muito gratificante.

Quem é a Aquarela Analytics?

A Aquarela Analytics é pioneira e referência nacional na aplicação de Inteligência Artificial na indústria e em grandes empresas. Por meio da plataforma Vortx e da metodologia DCIM (Download e-book gratuito), atende clientes importantes, como: Embraer (aeroespacial), Grupo Randon (automotivo), Solar Br Coca-Cola (alimentício), Hospital das Clínicas (saúde), NTS-Brasil (óleo e gás), Votorantim (energia), dentre outros.

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