Impactos do home office na saúde mental

Impactos do home office na saúde mental

A pandemia impôs ao mundo novas formas de viver, dentre elas a necessidade do trabalho remoto, o que acabou pegando a todos de surpresa e ainda está demandando formas de adaptação. Os impactos são visíveis em diversos aspectos, dentre eles os ocasionados na saúde mental das pessoas. Dessa forma, precisamos refletir sobre isso e o mês do Setembro Amarelo mostrou-se a oportunidade perfeita.

Um novo modelo de trabalho

O home office vem dividindo opiniões, visto que as pessoas o estão vivenciando de formas diferentes. Enquanto muitos se adaptaram perfeitamente e temem a volta do trabalho presencial, outros não conseguiram se adequar ou gostariam de trabalhar de forma híbrida. Os que se adaptaram alegam que houve uma maior otimização do tempo, já que muitos sofriam com a locomoção até a empresa, fato comum em grandes centros urbanos, bem como um aumento da produtividade. Por outro lado, os que não se adaptaram argumentam que o modelo casa – escritório aumentou a carga de trabalho, dificultou o relacionamento e a comunicação com a equipe.

Ainda com relação aos que não se adaptaram com as rotinas do home office, podemos mencionar uma pesquisa realizada pelo Linkedin, a qual ouviu 2 mil pessoas e indica que 39% dos entrevistados sentem-se solitários, 30%  se queixaram de estresse ocasionado pela ausência de momentos de descontração junto aos colegas de trabalho, 20% relataram sentirem-se inseguros, pois o trabalho a distância dificulta para que obtenham notícias sobre os que está ocorrendo com a empresa e com a equipe, 24% queixaram-se de dificuldade em desligar-se do trabalho após o final do expediente e 18% apresentaram insegurança frente à possibilidade de perder o emprego. O medo da demissão colaborou para um aumento da neurose pela excelência, uma vez que cresceu a cobrança pelo alto desempenho.

Home office e saúde mental

Além de impactar a vida pessoal, a adoção do modelo home office trouxe um alerta para o cuidado com a nossa saúde mental e um questionamento: como estamos lidando, desde então, com a rotina de trabalho, casa, filhos? Afinal, tudo passou a concentrar-se em um só lugar. A casa, que antes era um local de descanso, tornou-se também ambiente de trabalho.  

O fato é que a pandemia associada ao home office impactou homens e mulheres. Isso que podemos observar a partir da pesquisa realizada pela Universidade do Sul da Califórnia, a qual constatou que a maioria das pessoas que migraram para o home office tiveram problemas de saúde devido à mudança. Cerca de 64% apresentaram problemas físicos, e 75%, mentais. Os resultados, publicados no Journal of Occupational and Environmental Medicine, mostraram que as jornadas aumentaram cerca de 1,5 hora por dia. A maior parte dos trabalhadores diminuiu a sua satisfação com o emprego e relatou aumento de dores físicas, especialmente no pescoço, depois que passou a trabalhar de casa. 

No que diz respeito às mulheres, os impactos foram ainda maiores, principalmente com relação às que são mães. Estas tiveram sua jornada triplicada, visto que estão tendo que conciliar trabalho, afazeres domésticos e cuidados com os filhos. No entanto, essa realidade já está melhorando com o avanço da vacinação e o retorno das aulas presenciais. Ainda sobre esse tema, uma pesquisa realizada pela USP (Universidade de São Paulo) demonstrou que, entre o público feminino e masculino que participou da pesquisa, as mulheres corresponderam a 40,5% dos sintomas de depressão, 34,9% de ansiedade e 37,3% de estresse. 

Como as empresas podem contribuir para amenizar tais impactos?

Diante dos aspectos levantados acerca dos impactos do home office na vida das pessoas, listamos algumas sugestões de como as empresas podem auxiliar nesse atual cenário.

  • A empresa pode proporcionar momentos de interação entre os colaboradores, no intuito de descontrair e estimular as interações sociais, ainda que seja de forma remota;
  • Disponibilizar todo o suporte de equipamentos para que o colaborador possa executar suas tarefas de forma ergonômica;
  • A área de People deve estar aberta, atenta e disponível para conversas sobre o home office, e sobre como os colaboradores estão se sentindo, de modo que seja possível viabilizar formas de suporte frente às demandas; 
  • No intuito de amenizar a ansiedade frente ao medo dos colaboradores em perder o emprego, a empresa deve adotar uma postura transparente, e com constantes feedbacks, a fim de que as expectativas de ambos os lados estejam alinhadas;
  • Com o objetivo de diminuir os impactos da sobrecarga, as empresas podem adotar uma postura que estimule o cumprimento de uma jornada de trabalho saudável e flexível.

O que nós, enquanto colaboradores, podemos fazer para suavizar os impactos do home office?

Claro que as empresas possuem um papel importante para amenizar os impactos do home office na saúde mental, porém é primordial que também exista um esforço por parte dos colaboradores para manter uma rotina de trabalho em que o início e o término da jornada respeitem o princípio de uma carga horária saudável. Destacamos aqui a importância de criar rituais e rotinas que tenham como objetivo distinguir o trabalho das demais atividades, já que este tomou o espaço do lar. Para auxiliar na divisão das tarefas, uma sugestão é separar um local em casa que sirva de escritório, criando assim maior delimitação de espaços. Caso seja possível, organize seu ambiente de trabalho de uma forma ergonômica, evitando possíveis dores e problemas futuros.

Outra sugestão importante é adotar a prática de atividades físicas regulares, sejam elas ao ar livre ou em academias, pois tais atividades contribuem com o bem-estar mental e proporcionam momentos de interação social. Ter uma alimentação balanceada e beber a quantidade adequada de água também são dicas valiosas, já que o trabalho remoto pode contribuir para a adoção de hábitos alimentares prejudiciais. 

A relação com o trabalho

O trabalho é uma das principais formas de interação com o mundo, por meio dele somos capazes de transformar o meio ao qual pertencemos e essa, além de outras, é uma capacidade que nos diferencia de outros animais. Sendo assim, precisamos ressignificar nossa relação com ele, de modo que carregue consigo aspectos prazerosos, e não de sofrimento.

Para ressignificar é preciso fazer o uso de processos regulatórios dos modos de pensar, sentir e agir em relação ao trabalho. Essa autorregulação pode ocorrer de forma automática (inconsciente) ou consciente, contribuindo para um maior bem-estar físico e emocional.  O ponto de partida para ela é a reflexão acerca de suas condições atuais de trabalho e, em seguida, identificar quais são os pontos que o estão incomodando. Ao refletir, utilizamos nossos recursos cognitivos, emocionais e comportamentais, além de compreender melhor a situação que estamos vivenciando, evitando que ocorra o adoecimento mental e o surgimento de sintomas. 

Leia também: Setembro Amarelo na visão da Aquarela Analytics

Impactos do home office na saúde mental – Considerações finais

O fato é que o home office veio para ficar. Desse modo, é preciso compreender que o trabalho remoto possui algumas particularidades que o modelo presencial não tem. Sendo assim, é importante reconhecer as nossas próprias limitações perante a essa condição. Nem sempre temos poder sobre tudo e pensar dessa forma é libertador, contribuindo para diminuir os níveis de ansiedade, fazendo com que a adaptação a essa nova realidade ocorra de forma mais leve. Além disso, pedir ajuda quando sentimos que tem algo de errado ou quando se sente sobrecarregado, é algo de grande valia, pois nem sempre conseguiremos lidar com tudo sozinhos e dividir o peso dos problemas com outras pessoas nos ajuda a viver com mais leveza. 

Cabe salientar a importância e a necessidade de sempre que possível buscar ajuda de um profissional da saúde mental, seja psiquiatra e/ou psicólogo. Lembre-se sempre: está tudo bem não dar conta sozinho, ainda mais no contexto em que estamos vivendo. Invista em você, vale a pena! Por fim, saúde mental é um tema que deve ser discutido não apenas neste mês, porém aproveitamos a visibilidade do Setembro Amarelo para provocar ainda mais essa reflexão.

E você, qual a sua opinião sobre o home office? Deixe o seu comentário.

Quem é a Aquarela Analytics?

A Aquarela Analytics é pioneira e referência nacional na aplicação de Inteligência Artificial na indústria e em grandes empresas. Por meio da plataforma Vortx e da metodologia DCIM (Download e-book gratuito), atende clientes importantes, como: Embraer (aeroespacial), Grupo Randon (automotivo), SolarBR Coca-Cola (alimentício), Hospital das Clínicas (saúde), NTS-Brasil (óleo e gás), Votorantim (energia), dentre outros.

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Segurança da Informação: Case em Cloud Data Analytics

Segurança da Informação: Case em Cloud Data Analytics

No universo tecnológico, há uma crescente preocupação com a segurança da informação. Houve e ainda há uma migração no modelo de infraestrutura das empresas de on-premise para cloud. Essa mudança levanta alguns pontos de atenção a serem tratados, pois a ubiquidade de uma infraestrutura em nuvem gera um miríade de possíveis falhas, por consequência do aumento do grau de exposição da infraestrutura. Portanto, há uma necessidade de desenvolvimento de diretivas e processos que gerem uma política de segurança da informação nos novos moldes da nuvem.

Case: PSI em empresa de tecnologia

Considere o cenário hipotético a seguir. 

Uma empresa realizou um processo de migração de sua infraestrutura para a nuvem recentemente, concluído com o armazenamento dos respectivos dados de vendas alimentícias em um serviço de repositório de arquivos. Lá estão dados de vários setores da empresa: planilhas de vendas, planilhas de custos, recibos e notas fiscais, dados de colaboradores, bem como outros documentos de suma importância para seu funcionamento. Entre eles, alguns são enquadrados na LGPD, pois são informações de pessoas físicas, gerando assim um grau de sigilo extra para com os dados.

Avaliando esse cenário, é possível verificar a distinção de dois tipos de dados: dados pessoais e dados empresariais. No primeiro caso, há a necessidade de um termo de consentimento por parte do titular do dado e declaração de motivação/finalidade do armazenamento. Já os dados empresariais podem ser utilizados para data analytics, gerando informação que pode ser reutilizada como vantagem competitiva da empresa.

Porém, todo esse tráfego e utilização de informações pelos colaboradores da empresa, mesmo que minimamente, geram implicações com a LGPD. Assim, torna-se necessária a criação da PSI. 

Política de Segurança da Informação

A política de segurança da informação irá reger a forma de tratamento dos dados, bem como a sua utilização, por exemplo:

  • Qual a melhor forma de armazenamento de dados na nuvem?
    Repositório online alocado em um provedor de nuvem com redundância, escalabilidade e disponibilidade próximo de 100%.
  • Qual a melhor forma de gerenciamento do ciclo de vida desses dados?
    Ciclo de vida autogerenciável a partir do momento no qual o dado é carregado no repositório, com política de acesso aos dados mais recentes, sendo movidos após esse período para uma outra forma de armazenamento.
  • Qual a melhor forma de implementação da infraestrutura para gerar a máxima segurança possível para o dado?
    A implementação deve ser preferencialmente realizada em ambiente de fácil acesso ao gerente dos dados. Além disso, é necessário que haja redundância, escalabilidade e disponibilidade de 100% ou o mais próximo disso. Hoje em dia, vários provedores de cloud oferecem serviços de armazenamento de dados com valores acessíveis. Porém, é muito importante realizar uma configuração e gerência dos repositórios de acordo com as melhores práticas do mercado.

Essas e outras questões podem (e devem) ser abordadas na PSI, que como documento rege a Segurança da Informação da empresa e a forma de trabalho dos colaboradores que lidam com os dados (anonimizados ou não) referentes a pessoas físicas/jurídicas ou mesmo dados sensíveis para o negócio.

Segurança da Informação – Conclusões e recomendações

Levando em consideração o exposto, a LGPD e a infraestrutura em Cloud são dois pontos que marcam os novos desafios das empresas de tecnologia da informação. A gerência e armazenamento de dados são de suma importância para o compliance da empresa com as melhores práticas de mercado e regulamentações impostas pelos governos aos setores de tecnologia. Porém, nada disso é possível sem uma sólida implementação de infraestrutura cloud e suas práticas e processos bem definidos de acordo com uma Política de Segurança da Informação robusta e detalhada.

Leia também – Maturidade de dados: da governança ao data analytics.

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Tenho o perfil para trabalhar com Análise de Dados?

Tenho o perfil para trabalhar com Análise de Dados?

A área de análise de dados (o que é data analytics?) é ampla o suficiente para se encontrar uma posição de trabalho que seja capaz de gerar satisfação tanto para quem contrata e é contratado. Porém existem algumas características pessoais que valem uma atenção especial. Quais são? 

Neste artigo, apresento algumas dicas para profissionais e estudantes ou para quem está  buscando ter uma visão do encaixe do seu perfil dentro da área de análise de dados. Não encaixar em um perfil não significa necessariamente um problema, e sim uma oportunidade para continuar buscando aquele local ou tipo de trabalho que te realiza profissionalmente.  

Como chegamos até aqui?

Nos últimos 10 ou 15 anos houve uma grande transformação nas empresas na direção à indústria 4.0 (o que é a indústria 4.0). Foi nesse período que muitas organizações se informatizaram e entraram na internet. É este cenário de transformação digital que está gerando cada vez mais dados para análise, descobertas de padrões e automatização de rotinas. 

A nova indústria busca por soluções como: 

Então, o(a) profissional encarregado(a) de planejar e executar essas atividades pode ser chamado de analista de dados, cientista de dados e até engenheiro ou arquiteto de dados, dependendo do cenário de negócio. 

Existem muitas definições para cada um desses conceitos. Contudo, há algumas características gerais que valem uma atenção especial para quem está decidindo investir na carreira nessa área. 

Aprendizado 80 Execução 20 na análise de dados 

A área de dados é uma área voltada para processos contínuos de solução de problemas (problem solving). Como no Princípio de Pareto, a proporção de tempo dedicado ao estudo e treinamento pode ser muito superior à execução propriamente dita. É uma quebra de paradigma importante sobre como a gente deve olhar para esse tipo de trabalho. Por isso, se você gosta de iniciar atividades que tenham um fim previamente conhecido e com tudo planejado ao invés das incertezas, a área de análise de dados pode não ser a melhor escolha.  

Criatividade Gerenciada (gestão do conhecimento)

Análise de dados é um trabalho fundamentalmente criativo, porém ao mesmo tempo demanda autodisciplina. 

Os trabalhos de análise de dados são 99% digitais, salvo casos raros de visita a instalações e reuniões presenciais. Portanto, quanto mais bem documentados forem suas atividades criativas para solução de um problema analítico, mais valiosa é sua contribuição. A palavra “ciência” do termo “ciência de dados” faz referência aos processos científicos para se chegar ao resultado. 

Por outro lado, se você cria muita coisa mas não tem uma gestão eficiente e clara destas criações ou o hábito de documentar os caminhos realizados, fazer apresentações, relatórios e se expressar de uma forma baseada em fatos, provavelmente a análise de analytics pode não ser a melhor aposta. 

Curiosidade, Autodidatismo e Motivação

No mundo ideal, o trabalho demandaria um curso específico para cada desafio, mas os desafios analíticos raramente são iguais na vida real, o que torna impossível a publicação de cursos adequados para cada problema em tempo hábil. 

Para tratar de problemas analíticos, é necessário ser uma pessoa autodidata, curiosa por tecnologia e pelos comportamentos das coisas que estão sob análise, pois sem esse desejo pelo desconhecido, não faz sentido a investigação dos dados. 

Durante as fases de análise e dependendo da maturidade de analítica dos clientes ou do projeto, é absolutamente fundamental ter uma atitude positiva frente aos erros e falhas que normalmente acontecem. Essa postura contribui muito com o time para se chegar às melhores alternativas para cada problema.  

Trabalhar em times ágeis

É preciso gostar de trabalhar com diversas disciplinas e pessoas com diversas ideias, jeitos e até hábitos. A multidisciplinaridade que ocorre em projetos de dados é uma situação onde cada um pode agregar seus conhecimentos e habilidades ao todo. Por isso, busca-se um constante vórtex de conhecimento, onde tudo aquilo que é diferente trabalha junto, rumo a um objetivo único. 

Então, se o seu perfil é mais voltado para trabalhos individuais e/ou que não demandam grande quantidade de comunicação e empatia, provavelmente analytics não é uma área recomendada. 

Inglês como língua franca

Por último, mas não menos importante, está o conhecimento em inglês em todos os seus níveis. Mesmo que você não tenha planos de sair do país, a área de computação, sistemas de informação e Analytics são todas baseadas nesse idioma. Frequentemente, as primeiras publicações relevantes sobre cada tema são em inglês, além de grande parte das documentações. Por isso, estar apto a absorver conhecimentos novos é bastante importante. 

Se você não estiver disposto a enfrentar o ciclo de aprendizado rigoroso do idioma, esse será um ponto fraco na sua carreira profissional e isso estará sempre em evidência. Uma vez resolvido a questão do inglês, ele se tornará seu maior amigo e abrirá muitas portas a médio e longo prazo.  

Tenho o perfil para trabalhar com Análise de dados? – Conclusões

Bom, pessoal, com base em minha experiência de mais de 10 anos na ciência de dados, busquei trazer alguns pontos que considero importantes para quem está descobrindo área e tem interesse em encontrar seu lugar no mercado de trabalho. 

A área de dados mescla os verbos estudar e trabalhar, atividades que até então, nas outras fases da industrialização, eram facilmente separáveis. É de fato um mundo novo, com novas formas de trabalhar e que exige uma atenção especial ao perfil mais adequado para essa tarefa. Essa não é nem de perto uma atividade fácil tanto para quem contrata como para quem é contratado, por isso ficam aí algumas reflexões e o desejo de que tenham sucesso em suas escolhas, ou melhor “your choices”. Então, “Good Luck, folks”.

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Recomendações: 5 filmes sobre mulheres cientistas

Recomendações: 5 filmes sobre mulheres cientistas

Apesar de os setores da ciência e da tecnologia serem constituídos em sua maioria por homens (segundo dados da UNESCO, estima-se que as mulheres cientistas do mundo representam apenas 30%), muitas mulheres foram fundamentais para o avanço dessas áreas e fizeram história.

Há diversos filmes e documentários que retratam a trajetória dessas mulheres fortes lutando contra o preconceito para conquistar o reconhecimento em sua área de atuação. A partir disso, selecionamos 5 filmes (histórias reais e também de ficção) que mostram a força e a persistência das mulheres cientistas. Confira.

Não-ficção

1 – Radioactive

O filme foi lançado em 2019 e conta sobre a vida, ascensão e as descobertas da cientista polonesa Marie Curie. Nele acompanhamos Marie, vivida pela atriz Rosamund Pike, desde o momento em que conhece seu futuro marido, Pierre Curie, até a hora de sua morte. Ao decorrer da trama, passamos por várias de suas descobertas e ótimos paralelos mostrando seus efeitos nos dias de hoje, sua luta por espaço e reconhecimento dentro do ambiente científico na virada do século XX, sua vida pessoal e o relacionamento com suas filhas.

É interessante que além da visão da Marie cientista, o longa aborda também seu lado humano, feminino, seus dilemas, revoltas e relações pessoais.

Disponível em: Netflix.

2 – Estrelas além do tempo

Apesar de ter sido apagado durante vários anos, a importância do papel da mulher para o desenvolvimento tecnológico é notória como, por exemplo, no filme biográfico aqui listado.

Um grupo de matemáticas, mulheres e negras é obrigado a trabalhar separadamente do resto da equipe da NASA por causa da cisão racial ocorrida durante a Guerra Fria nos Estados Unidos, refletindo na tela os efeitos do preconceito vivido durante o ano de 1961.

As matemáticas Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson são interpretadas respectivamente pelas atrizes: Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe.

Disponível em: Telecine

3 – Mercury 13 – O Espaço Delas

Em 1959, para lançar o primeiro homem ao espaço, a NASA criou o programa “Mercúrio”. Para isso, selecionou um grupo de homens para passar por testes físicos e psicológicos. Depois da seleção, surgiu um questionamento: como as mulheres se sairiam se passassem pelos mesmos testes?

Assim, a NASA criou um programa secreto, selecionando treze mulheres para também fazerem parte da corrida espacial. Contudo, apesar dos ótimos resultados nas avaliações e do inquestionável merecimento, as 13 mulheres não foram selecionadas para irem ao espaço exclusivamente por serem mulheres.

O documentário Mercury 13 mostra a luta dessas mulheres contra o preconceito e a constante busca pelo reconhecimento.

Confira também o post: Mulheres na tecnologia

Disponível em: Netflix.

Ficção

 4 – A Chegada

Baseado no conto A história da Sua Vida, de Ted Chiang, o filme A Chegada imagina como o mundo reagiria diante do primeiro contato com os alienígenas e como seria a comunicação com eles.

A personagem principal da narrativa é a Drª Louise Banks,  uma linguista que tem como missão traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça para a humanidade.  

A atriz Amy Adams realiza um trabalho brilhante e emociona o público ao retratar a sensibilidade de sua personagem diante das dificuldades, ressaltando assim a sua força como mulher, mãe e linguista, além da importância do seu papel em um ambiente tomado por homens, em sua maioria especialistas na área de exatas.

Disponível em: Netflix, Paramount+ e Globo Play.

5 – Interestelar

O filme conta a história de um grupo de astronautas que tem a missão de verificar possíveis planetas para se tornarem o novo lar da humanidade. 

Apesar de o personagem principal de Interestelar ser um homem (o astronauta Cooper), há duas mulheres de destaque no filme: Amelia Brand (Anne Hathaway), filha de um antigo professor de Cooper, e Murphy (Mackenzie Foy e Jessica Chastain), filha de Cooper. 

Elas são fortes, ativas na trama, buscando soluções para os problemas que surgem. Assim, contrariam a maioria dos filmes de ficção científica, em que a mulher aparece apenas como parte decorativa ou objeto de desejo masculino. Por exemplo, Murphy é quem refaz a equação do Doutor Brand, que antes não funcionava, resolvendo o problema que representava um risco para a sobrevivência da humanidade.

Disponível em: Globoplay

Mulheres cientistas – Considerações finais

Como bem sabemos, os desafios e a luta das mulheres pelo reconhecimento profissional e pela igualdade de direitos, principalmente em áreas predominantemente masculinas, como na ciência e tecnologia, vêm de longa data. Abordar a força da mulher e a sua luta nos filmes é de extrema importância, pois contribui para reforçar o movimento feminista e para a evolução da sociedade.

Leia também: Mulheres líderes que impactam o mundo Tech.

E aí, gostou das dicas? Esperamos ter ajudado a inspirar as novas estudantes que se interessam por ciência e tecnologia e que estão pensando em ingressar nessas áreas.

Conhece outros filmes sobre o mesmo tema? Então, compartilhe conosco nos comentários. 

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A utilização do Scrum no desenvolvimento de Soft Skills

A utilização do Scrum no desenvolvimento de Soft Skills

Bastante utilizado na área da tecnologia, o framework Scrum é uma das mais conhecidas ferramentas da metodologia ágil, que busca por meio de técnicas e processos agilizar a execução de gestão de projetos. É fundamento do framework criar um ambiente de responsabilidade coletiva e progresso contínuo. O Scrum divide o trabalho em ciclos curtos e concentrados, chamados de sprints. Assim, possibilita ao time a realização de ajustes em qualquer etapa do projeto, minimizando os impactos negativos no decorrer do processo.

A auto-organização, motivação, transparência e confiança são alguns dos benefícios do Scrum. Por isso, é comum sua utilização em diversas áreas do conhecimento, inclusive na área de People, onde em decorrência de suas características, a qual engloba recrutamento, seleção e demais burocracias, nos possibilita utilizar a framework de uma forma eficaz. Por meio dessa ferramenta, irei pontuar alguns Soft Skills que o time desenvolve ao utilizar o scrum, e como se dá esse processo. 

Scrum e seus princípios 

Como já mencionado, o Scrum é um framework para desenvolver e sustentar projetos. É o mais popular da metodologia ágil de gerenciamento de projetos. Ele possui como princípio norteador o controle de processos empíricos, o qual enfatiza a sua filosofia central com base em três componentes principais: transparência, inspeção e adaptação. Assim, proporciona um trabalho mais colaborativo, concentrado em três dimensões, que são a consciência, articulação e apropriação.

O Scrum está focado ainda em um time auto-organizado, multifuncional e empoderado, resultando em colaboradores mais satisfeitos e com responsabilidade compartilhada. Isso tudo em um ambiente inovador e criativo, proporcionando crescimento de todos os âmbitos.

Para que o framework funcione adequadamente em relação à People, é necessário o envolvimento de três papéis: Scrum Master, Product Owner e o time Scrum. O Dono do Produto/Product Owner, é responsável pela coordenação das necessidades do cliente, gestão do Product Backlog e pela manutenção da justificativa de negócios para o projeto. Ele representa a voz do cliente. O Scrum Master é um facilitador, o qual garante ao time um ambiente propício para concluir o projeto com sucesso, ensina as práticas do Scrum para todos os envolvidos, remove os impedimentos encontrados pelo time e assegura que os processos do Scrum sejam sempre seguidos. E, por fim, temos o time Scrum, que são todos os membros envolvidos diretamente com o desenvolvimento do projeto. Nesse time, podemos ter desenvolvedores, administradores de banco de dados, analistas e design. 

As etapas do Scrum tem tempo limitado e essa restrição ajuda a gerenciar o planejamento e execução do projeto. Chamamos esse tempo limitado de Sprints, onde cada time deve definir a duração no início do projeto de acordo com a característica do mesmo ou do negócio, variando geralmente entre uma a quatro semanas. Na Aquarela Advanced Analytics, acabamos adaptando o Scrum com algumas mudanças de papéis, resultando em uma ferramenta ainda mais eficaz para a realidade dos projetos de Analytics, fortalecendo e colocando em prática ainda mais a nossa própria metodologia, a DCIM.

Scrum e as Soft Skills desenvolvidas

Vimos até aqui o que é o Scrum, seus benefícios e princípios aplicados. Agora, veremos como esta ferramenta pode nos auxiliar a desenvolver nossas demais habilidades, que são chamadas de Soft Skills. Elas são as habilidades desenvolvidas pelo sujeito, ou seja, compõem sua personalidade e são percebidas em suas relações interpessoais. Essas habilidades fazem parte do espectro comportamental e social do ser humano, ligadas ainda a inteligência emocional, que está relacionada à capacidade de identificar e lidar com as emoções e sentimentos pessoais e de outros indivíduos. 

Diante disso, com base nas vivências observadas pela área de People, vimos que o Scrum demonstra ser um importante desenvolvedor dessas Soft Skills por ser uma ferramenta ágil, onde seu principal foco é nas pessoas envolvidas no projeto. Assim, pontuamos algumas destas habilidades, como a comunicação, organização, assertividade, autoconhecimento, foco, resiliência, empatia, proatividade, adaptabilidade e transparência, tornando assim o ambiente colaborativo de alta confiança, com feedback contínuo, resultando na responsabilidade coletiva e na solução de problemas de forma rápida e eficaz. Ainda, a inserção dos hábitos voltados para um trabalho mais ágil fazem com que as pessoas desenvolvam o autogerenciamento e auto-organização, trazendo uma autonomia com responsabilidade.

Segundo apontou o Future of Jobs Report 2020, referente aos Soft Skills, as habilidades mais importantes para o futuro são a resolução de problemas complexos, pensamento crítico, criatividade, gestão de pessoas e coordenação em equipe. Desta forma, num comparativo com a metodologia Scrum, aplicada e adaptada hoje na Aquarela Advanced Analytics, percebe-se que estas habilidades são altamente desenvolvidas no dia a dia do nosso time, pois essa ferramenta possibilita o desenvolvimento das mesmas.

Fechamento/conclusão

Por fim, desenvolver estas habilidades é algo contínuo, evolutivo, onde muitas vezes envolve um processo interno de autoconhecimento, que busca gradativamente aprimorar sua inteligência emocional, e perceber em si mesmo a possibilidade de mudança. Apresentamos aqui, portanto, que a ferramenta Scrum não é somente eficaz nos entregáveis de um projeto, mas também no desenvolvimento de Soft Skills, resultando num ambiente corporativo e relações interpessoais saudáveis. Esse processo acontece muitas vezes na construção das relações de receber e oferecer feedbacks entre o time. 

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Qual a relação do Design de Serviços, a UX e a Indústria 4.0?

Qual a relação do Design de Serviços, a UX e a Indústria 4.0?

Muito tem se ouvido falar sobre a nova geração de produtos fruto da Indústria 4.0. Mas você sabe como eles surgiram e quais são os pilares por trás da criação desses produtos? Neste artigo, você poderá compreender como o design de serviços, aliado à automação do comportamento inteligente, pode interferir positivamente na vida das pessoas e trazer oportunidades para as empresas gerarem produtos mais eficazes e desejáveis.

Experiência do Usuário

O termo User Experience foi utilizado pela primeira vez por Donald Norman, designer, pesquisador, professor e autor americano na área de ciências cognitivas e da computação, na década de 1990. Norman defende o bom design e o uso de objetos e serviços de forma fácil e eficiente. Um famoso exemplo disso é o caso das “Portas de Norman”, citado em seu livro “O Design do Dia a Dia”. Ele identificou uma grande dificuldade de compreensão do uso das portas da universidade onde lecionava, pois elas possuíam puxadores, mas eram feitas para empurrar. Outras serviam para arrastar, mas não possuíam acessório para seu manejo. Então, em síntese: “Qualquer objeto que precise de instruções de uso, falhou no quesito funcionalidade.”

porta
Imagem: reddit.com

Uma boa experiência do usuário consiste não só em encontrar facilidade de usabilidade em um produto/ serviço, como também envolve aspectos psicológicos e cognitivos da experiência, uma vez que o usuário se identifica com o universo daquele bem de consumo, seja ele tangível ou intangível. Existem três pontos básicos para uma boa experiência:

(1) a utilidade (o produto precisa servir para alguma coisa, resolver um problema);

(2) a usabilidade (precisa ser fácil de usar);

(3) a desejabilidade (satisfazer ou encantar com suas soluções).

O Design de Serviços e os produtos

Utilizando metodologias do design, o Service Design (ou Design de Serviços) trabalha para entender o perfil dos consumidores, seus desejos e suas necessidades. Tudo para garantir que determinado serviço seja competitivo para o mercado e relevante para quem o usa. Em sua essência, se atenta às necessidades humanas no geral. Não apenas do cliente, mas de todos os atores envolvidos, como: colaboradores, fornecedores, distribuidores, entre outros.

As interações entre o consumidor e a empresa prestadora do serviço gera uma jornada de experiência de ponta a ponta. Assim, o Service Design analisa os recursos da empresa e projeta para ela formular todas as estratégias que atendem às necessidades dos clientes de forma relevante e econômica – ou sustentável. São analisadas todas as atividades (processos), infraestrutura, comunicação, pessoas e componentes/ materiais envolvidos. Tudo isso com o intuito de melhorar a qualidade do serviço e as interações entre o prestador do serviço e seus clientes. E é altamente aplicável a serviços digitais.

Do ponto de vista prático, uma ferramenta proveniente do Design de Serviços que oferece uma excelente clareza mental é a construção da jornada do cliente. Ao mapear todos os pontos de contato e as relações de troca que se estabelecem, torna-se mais evidente onde a companhia consegue (ou não) entregar valor ao cliente e aos demais envolvidos no sistema.

Design, IA e Indústria 4.0

E como isso interfere em nosso cotidiano? Atualmente, estamos transitando para a Era da Indústria 4.0, que se iniciou com o boom da internet na primeira década do milênio. Ela caracteriza-se pelo forte uso de Inteligência Coletiva (IC) e Inteligência Artificial (IA) para a automação de etapas de concepção, manufatura e distribuição de bens e serviços. De lá pra cá, a popularização do acesso ao conhecimento por meio de smartphones e outros dispositivos resultou em um novo perfil de consumidor, cada vez mais próximo do mundo automatizado e de suas facilidades.

Existem grandes benefícios em aplicar a Inteligência Artificial ao Design de Serviços, onde podemos citar o uso de dados para analisar as variáveis do mercado; em produtos que ajudam empresas a mensurar melhores preços para seus produtos; ou ainda para a prevenção de danos, como no caso da IA que monitora refrigeradores de vacinas, alertando sobre a necessidade de sua manutenção a tempo de prevenir a perda dos medicamentos.

evolução das indústrias
Imagem produzida pelos autores.

Não podemos deixar de citar também algumas empresas que começaram como startups e revolucionaram a forma de prestar serviços de forma disruptiva, como: Uber, Airbnb e Netflix. O uso da IA associada ao Design de Serviços trouxe cases de sucesso no que diz respeito à inovação, solução de problemas e usabilidade, pois facilitaram a experiência e mudaram o mindset nos segmentos de locomoção urbana, hospedagem e entretenimento.

Assistente virtual Alexa

Um perfeito exemplo de produto resultado da Indústria 4.0 é a assistente virtual Alexa, da Amazon. Ela foi projetada com forte uso de machine learning (sistemas que podem aprender sem serem programados para realizar tarefas específicas e com o mínimo de intervenção humana). A Alexa é capaz de assimilar textos e comandos de voz. Aliás, visto que está constantemente aprendendo e se adaptando às preferências do usuário, essa assistente vai oferecendo respostas cada vez mais adequadas às demandas de cada pessoa. 

Assistente virtual Alexa
Fonte da imagem: amazon.com.br

A Alexa entende e responde vários idiomas, incluindo o português brasileiro. Para isso, os engenheiros da Amazon usaram milhares de horas de áudio e texto para “ensinar” a Alexa a ouvir e a falar sem sotaque. Com essa escuta, ela é capaz de entender o que lhe é pedido e executar tarefas simples (por enquanto), como configurar alarmes, falar sobre a previsão do tempo ou executar uma playlist. Além disso, a Alexa pode interagir com smart TVs, geladeiras, entre outros dispositivos, como lâmpadas inteligentes, controles remotos e interruptores. Da mesma forma que ela aprendeu a ouvir e a falar a língua de vários países, os engenheiros também estão usando os dados de uso para que, via aprendizados, ela atenda cada vez melhor às expectativas dos usuários.

UX Design, Inteligência Artificial, Service Design, Inteligência Coletiva, Indústria 4.0
Imagem produzida pelos autores

Então, como podemos entender como a UX, IC, SD e a IA se conectam e se complementam, formando algo maior que a soma das partes?

Em nosso artigo sobre a Indústria 4.0, explicamos como a inteligência coletiva e a artificial são os pilares dos produtos e serviços dessa nova era. Embora esses dois conceitos sejam os fundamentos que empoderam o processo, ainda existem duas dimensões complementares que instrumentalizam o processo de mudança de paradigma que vivemos, sendo eles: i) UX Design e o ii) Service Design (SD).

Enquanto o UX Design busca entender e aprimorar o design de um produto, o Service Design busca criar e aperfeiçoar todo o ciclo de vida da experiência. Com isso, podemos ver a Inteligência Coletiva e a Artificial atuando de duas formas: i) como componente dos produtos em seu uso; e no próprio processo de concepção. Vejamos isso em mais detalhes:

i) no uso:

No caso da Alexa, ao pedirmos algo para ela, como por exemplo: Alexa, vai chover hoje?

No momento em que o áudio entra nos microfones do hardware, ele é digitalizado e enviado para as redes neurais, que fazem o reconhecimento dos fonemas (pedaços de som), que consequentemente são transformados em texto com a transcrição da frase. Então, essa frase passa por mecanismos probabilísticos que ajudam a corrigir qualquer interpretação errada do áudio. Por isso, se você falar “Alexa, vai “shomer” hoje? Ela provavelmente responderá como se você tivesse falado “chover”.

A partir desse texto, um mecanismo de NLP (processamento de linguagem natural) faz a quebra da frase em componentes do discurso usando IA simbólica para isso. Então, medem-se os conceitos entre si, suas distâncias, decidindo qual o contexto da interação. Nesse caso, a Alexa vai acionar seu skill (serviços de contexto) de clima passando para ele a posição captada pelo GPS do hardware.

Dentro do Skill de clima, há algoritmos de deep learning, algoritmos genéticos, modelos estocásticos e outras técnicas já previamente executados para as macrorregiões do planeta; com isso o Skill faz uma busca do modelo mais adequado à posição do interlocutor, gerando uma probabilidade de temperatura, sol, chuva ou neve.

Essa probabilidade é convertida em um texto pelo Skill, buscando usar uma linguagem mais coloquial ou formal, de acordo com os aprendizados das preferências do usuário. Assim, um mecanismo de IA simbólica concatena as melhores palavras e envia o texto para a IA de sintetização de voz. Ela usa redes neurais gerativas e proporciona uma voz sintética muito parecida com uma voz humana real, incluindo até as tomadas de ar. Por fim, executa-se o áudio na placa do hardware.

ii) no processo de concepção – Design

Você reparou quantos passos são necessários para que uma simples interação como a citada acima seja possível? E se minha Alexa está conectada a um monitor? Ou ainda, se ela está ligada à automação de minha casa e é capaz de fechar as janelas sozinha ou mudar a atuação do ar-condicionado? Quantas interações são possíveis nessa extrapolação? O Design de Serviços trata de todas essas extrapolações e possibilidades. Já o UX Design se responsabiliza pelas telas de uma possível interação, pelo formato do produto, pela forma de invocação. Em alguns dispositivos é necessário apertar o botão mic no controle remoto e, em outros, basta apenas começar a frase com a palavra “Alexa”.

E onde está a IA e a IC?

Ela se encontra em duas formas: 1) no uso, onde os modelos já treinados atuam tomando decisões a partir das entradas do usuário; 2) no momento do treino em si, onde os engenheiros de machine learning testam diversos algoritmos e arquiteturas para obter as melhores respostas de cada Skill.

Esses treinos fazem uso de giga até terabytes de informações coletadas de diversas formas. O intuito é criar modelos com uma ampla gama de respostas e resilientes a dados com ruídos, algumas vezes ambíguos. Como já exploramos em posts anteriores, a IC – Inteligência Coletiva é o resultado do armazenamento e processamento de milhares de interações (amostras de dados, armazenadas nos banco de dados e data-lakes) de pessoas reais.

É no momento da concepção de um produto como a Alexa que a interdisciplinaridade mostra toda sua força. Assim, UX-Designers, Service Designers, Engenheiros de Machine Learning, Cientistas de dados e Engenheiros de Software e Hardware trabalham em conjunto para obter, a partir de toda a complexidade debaixo do capô, uma experiência tão simples quanto perguntar e ser respondido sobre o clima.

Conclusões

Os mecanismos que permitem o funcionamento da Alexa, da Siri e de outros assistentes pessoais ou outros sistemas de IA já existem há décadas. A IA simbólica foi criada por Alan Turing há mais de 60 anos. As redes neurais já estão por aí há mais de 40 anos. E, praticamente, toda tecnologia que empodera uma Alexa já existe há pelo menos 30 anos.

E por que só agora isso está começando a se popularizar?

Isso se dá porque que todas essas peças foram colocadas juntas, resolvendo problemas reais, criando uma experiência fluida, integral e agradável ao usuário. Nada disso seria possível sem os Designers de Experiência (UX Designer) e os Designers de Serviço (Service Designers), além dos bons empreendedores que colocam todos esses profissionais para trabalharem juntos, atendendo às necessidades do mercado.

Considerações finais e oportunidades

Assim como a Alexa e a Siri estão encontrando seu caminho nas prateleiras reais e virtuais de todo o mundo, existem milhares ou milhões de oportunidades que envolvem essa conexão de IC, IA, SD e UX nas empresas. Essas oportunidades vão desde experiências de compra com precificação inteligente, atendimento ao cidadão, otimização de manutenção, processos mais assertivos de M&A, na melhora da qualidade de vida daqueles que sofrem de alguma necessidade especial, ou ainda no salvamento de vidas, seja pelo uso de gadgets e robôs ou na criação de novos fármacos, tratamentos e vacinas inteligentes.

Na Aquarela, reconhecemos a força da sinergia entre UX, SD, IC e IA na construção de produtos e serviços da Indústria 4.0 e Web 3.0. Por isso, incorporamos vários construtos do UX Design e Service Design em nossa metodologia DCIM’ (Data Culture Intensive Methodology), integrando práticas de modelagem de IA, Big Data (IC), design thinking, e diagramas e métodos próprios na entrega de aplicações disruptivas.

Gostou do artigo? Então, leia também: Como escolher o melhor fornecedor de Data Analytics e Inteligência Artificial? 

Quem é a Aquarela Analytics?

A Aquarela Analytics é pioneira e referência nacional na aplicação de Inteligência Artificial na indústria e em grandes empresas. Por meio da plataforma Vortx e da metodologia DCIM (Download e-book gratuito), atende clientes importantes, como: Embraer (aeroespacial), Grupo Randon (automotivo), SolarBR Coca-Cola (alimentício), Hospital das Clínicas (saúde), NTS-Brasil (óleo e gás), Votorantim (energia), dentre outros.

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