Impactos da IA: benefícios e limites

Impactos da IA: benefícios e limites

Quando se trata de inteligência artificial, um dos assuntos mais abordados são as questões éticas que circundam esse meio. Inclusive, esse tópico já foi abordado em nosso blog uma vez, levantando principalmente os pontos referentes ao uso ético dos dados de usuários e clientes. Porém, no artigo atual, iremos tomar uma abordagem voltada para os impactos da IA e os limites e benefícios do uso da Inteligência Artificial pela humanidade. 

Por se tratar de uma ferramenta relativamente nova na história da humanidade, ainda não temos um estudo aprofundado sobre os impactos a longo prazo do uso da IA. É visível que os benefícios estão sendo muito bem aproveitados, porém, alguns consideram que estamos lidando com algo muito maior do que somos capazes de imaginar.

Impactos benéficos da IA

É incontestável que por meio do uso adequado da inteligência artificial podemos obter inúmeros benefícios. Esses benefícios vão desde os setores agrícolas, passando pela medicina e até mesmo no próprio setor tecnológico. Isso acontece, pois com maior poder computacional é possível projetar equipamentos cada vez mais eficientes e inteligentes. Assim, se tornando uma espécie de retroalimentação, onde criamos máquinas cada vez mais inteligentes e que são capazes de nos ajudar a criar outra máquinas mais inteligentes ainda. Dessa forma, é inegável que temos uma ferramenta incrível em mãos, e já estamos utilizando de forma extremamente eficiente. 

Impactos da IA na produtividade e eficiência

Como citado no tópico anterior, o uso da inteligência artificial pode nos ajudar a obter resultados surpreendentes nos mais diversos âmbitos da nossa sociedade. O aumento na produtividade agrícola pode nos permitir aumentar a quantidade de comida produzida, garantindo assim o alimento para a crescente população. O uso da IA na medicina permite realizar operações cada vez mais precisas e aumenta o número de problemas solucionáveis. Consequentemente, esses fatores aumentam as taxas de sobrevivência dos pacientes. Além disso, as taxas de produção da indústria e a precisão dessa produção pode aumentar, permitindo que utilizemos recursos de forma muito mais eficiente. 

Essa tecnologia também pode ser utilizada no meio da segurança pública. Em situações como rastreamento de criminosos e objetos roubados, monitoramento de regiões inteiras e até mesmo o uso da ação direta, onde robôs poderiam, autonomamente, realizar ações necessárias para a defesa da segurança pública. Isso pode ser extremamente eficiente, porém estaremos de certa forma colocando armas nas mãos de robôs, e como citado na introdução, isso pode ser algo muito maior do que podemos lidar. A partir disso, podemos abordar os perigos que surgiram com a inteligência artificial. 

Basilisco de Roko

Em 2010, um usuário de um fórum da internet criou um exercício mental chamado de “basilisco de Roko”. No exercício, devemos imaginar que a humanidade chegou ao ponto de desenvolver uma super inteligência artificial, cujo principal objetivo é proteger e cuidar da humanidade, tomando suas decisões baseado naquilo que O Basilisco (como é chamada a IA nesse exercício) considera o melhor para a humanidade. Porém, um dos pontos principais do exercício é: o Basilisco pode considerar que a sua própria criação foi uma ação voltada para o bem da humanidade, logo, aqueles humanos que sabiam da ideia da sua criação, mas não colaboraram com ela, estariam de certa forma negligenciando o bem da humanidade, podendo ser consideradas ameaças e o Basilisco poderia optar por eliminar essas pessoas da sociedade.

O experimento vai ainda mais longe ao considerar que o Basilisco pode ser capaz de recriar versões digitais dos humanos que viveram antes de sua criação e não colaboraram com ela, apenas para aplicar as devidas punições (o que já parte para um campo filosófico ao tratar de se essas versões digitais humanas serão de fato os humanos recriados ou não). Logo, se vocẽ sabe da possibilidade da criação do Basilisco e não está colaborando com isso, você já pode estar no “livro da morte” do Basilisco. 

Saindo desse mundo considerado por muitos como uma fantasia, os riscos do uso indevido da inteligência artificial por humanos ou até mesmo por outras inteligências artificiais podem ser observados em diversas obras da cultura pop, como filmes e jogos, e fica claro que o que temos em mão é muito maior do que podemos imaginar. 

Limites

Tendo em vista que temos uma ferramenta extremamente poderosa em mãos, muitos se preocupam com as questões éticas que podem ser abordadas para tratar do assunto. Devemos deixar o desenvolvimento da inteligência artificial apenas nas mãos da iniciativa privada? É estudado quão profundamente o estado pode intervir nessas atribuições, e como é do interesse da humanidade que tomemos cuidado com o poder do uso da inteligência artificial, é essencial que tenhamos tratados e outras formas de garantir o uso moderado e inteligente dessa tecnologia.

A partir das reflexões citadas acima, podemos chegar à seguinte pergunta: quais os limites que devemos impor para a inteligência artificial? Afinal, precisamos garantir que os cenários apocalípticos causados por inteligência artificial fiquem apenas nas obras de ficção científica.

Conclusão – Impactos da IA

Apesar de já estarmos vendo resultados extraordinários com o uso da IA, ainda estamos possivelmente no início dessa era, e ainda temos muito tempo para amadurecer as ideias relacionadas ao uso dessa ferramenta, mas precisamos agir cedo para que isso não se torne um problema no futuro. 

Ainda existe muito a ser estudado e também muitos limites a serem impostos quanto ao uso da inteligência artificial, de forma que seu uso seja voltado para aquilo que temos a segurança de que vai trazer apenas o bem para a humanidade, evitando assim que tudo saia do controle e que não precisemos temer a fúria do Basilisco.

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A Aquarela Analytics é pioneira e referência nacional na aplicação de Inteligência Artificial na indústria e em grandes empresas. Por meio da plataforma Vortx e da metodolgia DCIM (Download e-book gratuito), atende clientes importantes, como: Embraer (aeroespacial), Scania e Grupo Randon (automotivo), SolarBR Coca-Cola (alimentício), Hospital das Clínicas (saúde), NTS-Brasil (óleo e gás), Votorantim (energia), dentre outros. Fique atento às novas publicações diárias da Aquarela Analytics no Linkedin e assinando a nossa Newsletter mensal! 

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Cultura DevOps na Aquarela

Cultura DevOps na Aquarela

DevOps, Devops ou devops? Não há sequer consenso sobre qual é a grafia “correta” do termo nos dicionários tecnológicos. Apesar da grafia não ser igual para todos, o conceito a que se trata é de extrema importância dentro do processo de desenvolvimento das empresas de tecnologia. O termo é junção das palavras desenvolvimento (dev) e operação (ops) e nomeia algo que não é uma ferramenta e sim uma cultura que precisa estar presente no ambiente de inovação para garantir o funcionamento correto. Neste artigo, vamos entender previamente o seu conceito, e como nós, aquarelades, construímos essa cultura dentro da empresa. 

Primeiramente, o movimento DevOps não está atrelado a apenas um local geográfico, sua origem tem registros em diversos lugares pelo mundo. Porém, por volta de 2008, o termo “infraestrutura ágil” começa a ser utilizado em algumas listas de discussão com foco em desenvolvimento ágil. O termo já referenciava valores do DevOps que veio surgir depois. Foi no evento Agile 2008 que se abriu o caminho para o crescimento da cultura DevOps. Assim, buscando desviar-se das metodologias de desenvolvimento de software modelo cascata e rumando em direção a um ciclo contínuo de desenvolvimento. E é então em 2009, durante a conferência Velocity da O’Reilly, que criam o termo DevOps. John Allspaw (Etsy.com) e Paul Hammond (Typekit) o apresentam, com o objetivo de unir desenvolvedores (Dev) e administradores da infra de TI (Ops), promovendo a integração contínua de ambas as frentes até a entrega dos projetos.

Pilares da Cultura DevOps

Há certos pilares que guiam a cultura DevOps que se mantêm atualmente, e que, com o decorrer do tempo, passam por um processo de aperfeiçoamento. Esses pilares se traduzem pela sigla C.A.M.S, são eles:

Cultura: Ambiente que permita a colaboração, mudança de comportamento, flexibilidade, troca de ideias. O objetivo é desenvolver uma relação saudável entre as áreas e, principalmente, trabalhar juntos, evitando responsabilidades centralizadas e incentivando a criação de uma equipe multidisciplinar.

Automação: Sim, algumas ferramentas entram em cena para automatizar o maior número de processos. Algumas deles são: automação para liberação de versão, automação de build, provisionamento de ambientes para testes e monitoramento ou qualquer outro processo. O interessante é identificar os processos que são repetitivos ou levam bastante tempo e buscar resolvê-los o quanto antes, evitando que se torne algo mais difícil de se alterar futuramente.

Medição/Avaliação: 

Deve-se medir tudo que é possível: performance, processos, interações e até mesmo pessoas. Sem medições não é possível melhorar nem aperfeiçoar os processos.

Compartilhamento: Ter uma boa comunicação entre as equipes é essencial. É preciso incentivar as pessoas a se comunicarem e a compartilharem ideias e problemas. Isso é um ponto crucial na iniciativa do DevOps. Histórias de sucesso atraem novos talentos para o movimento e criam um excelente canal de feedback, que fomenta um processo de melhoria contínua.

DevOps ou DevSecOps?

Mas afinal, qual a diferença entre estes dois termos? Bom, DevSecOps acrescenta algo que é extremamente essencial para que as operações funcionem, a segurança. É a integração entre os processos e ferramentas de DevOps e Agile com processos que garantam a segurança da operação e dos dados envolvidos. Ou seja, pode-se dizer que é uma evolução do conceito de DevOps. Esse avanço trouxe muito mais segurança e estabilidade ao funcionamento das aplicações, já que anteriormente a preocupação com a segurança só acontecia no final do processo por outra equipe e era testada pela equipe de QA (Quality Assurance). Porém, ao fazer parte da Cultura DevSecOps, os problemas de segurança são encontrados mais facilmente durante o desenvolvimento e assim, são resolvidos mais rapidamente, tornando a solução destes problemas também mais baratos para a empresa por ter menos retrabalho das equipes nessas soluções.

Como é a Cultura DevOps na Aquarela?

Nós, da Aquarela Analytics, aplicamos o DevSecOps, e entendemos que isso é mais do que uma metodologia, ferramenta, processo ou até mesmo uma profissão. Trabalhamos com a ideia por trás da necessidade original, ou seja, promover uma mudança na maneira como a infraestrutura é entendida a fim de gerar uma nova visão, compatível com as demais mudanças que ocorrem no processo de desenvolvimento de software. E é partindo dessa premissa que enxergamos as pessoas como ponto forte na construção do time DevOps, pois é por meio delas e de suas ideias que conseguimos construir uma metodologia, ferramentas e processos baseados nas reais necessidades dos projetos em que atuamos. 

Conclusão – Cultura DevOps na Aquarela

E é por esses motivos que entendemos que DevOps é, de certa forma, sobre a criação de uma fábrica de entrega de valor, ou seja, uma pipeline melhor definida e sem desperdício por meio do qual se entrega valor ao negócio com um tempo de ciclo previsível. E por isso, podemos afirmar que DevOps não é uma ferramenta, mas sim um movimento cultural que visa à redução de silos organizacionais, aumentando a qualidade e a satisfação do cliente a partir da melhoria de processos, qualificação dos profissionais e a construção de uma mentalidade coletiva que garanta que o processo de desenvolvimento seja mais ágil, seguro e operacional. 

Na Aquarela, a entrega de valor da organização está fortemente relacionada à absorção da Cultura DevSecOps e suas práticas, se utilizando desse conjunto de práticas com objetivo de acabar com a divisão entre times e demais profissionais da área. Assim, garante uma visão panorâmica e orgânica da construção e escolha de metodologias, ferramentas e processos para os times de desenvolvimento. Dessa forma, conseguimos entregar soluções funcionais, seguras e que revolucionam o funcionamento de diversos setores da sociedade.

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Metaverso: implicações no cotidiano

Metaverso: implicações no cotidiano

Há não muito tempo, as interações sociais dependiam do encontro físico entre os indivíduos. Por exemplo, em uma reunião de negócios, os envolvidos deviam se locomover a um local marcado para se encontrarem. Com o advento da internet essa situação mudou. As pessoas passaram a poder trocar mensagens instantâneas e mais recentemente até mesmo se comunicarem por voz e vídeo através de uma videoconferência. E qual seria o próximo passo? Metaverso! Pelo menos é o que prometem os desenvolvedores destes espaços virtuais. Eles afirmam que será onde os usuários poderão acessar esses ambientes utilizando avatares, aumentando assim a imersão dos meios de comunicação atuais.

Os múltiplos metaversos

Apesar de ter se tornado um termo extremamente popular após o anúncio do metaverso da Meta (antigo Facebook), essa não é uma ideia nova. Diversos jogos já tentaram de alguma forma criar esse tipo de ambiente virtual, como o IMVU e até mesmo o popular Habbo. Cada jogo que se propunha a criar um ambiente virtual que desse ao usuário a oportunidade de viver uma “vida paralela” utilizou de diferentes ideias para alcançar esse feito.

O Habbo utilizou um jogo simples, feito em pixel art e voltado para o público adolescente. Já o IMVU optou por modelos mais personalizáveis, aumentando assim a imersão dos jogadores. Porém, o que nenhum deles se propôs (ou pelo menos não conseguiram realizar) foi se tornar um “jogo de gente grande”, cujo foco não seria mais apenas conversar e se divertir com os amigos, mas realizar atividades que possam ser feitas nesses ambientes. 

O mais provável é que cada grande empresa de tecnologia tenha seu próprio metaverso voltado ao que a empresa se propõe. No caso da Meta, que tem como foco as redes sociais, enquanto a Microsoft pode se voltar mais ao mercado empresarial. Um outro exemplo é o caso da Epic Games, que, por meio do seu jogo de sucesso Fortnite, está fornecendo um ambiente cada vez mais imersivo para seus jogadores, mas com foco em diversão e entretenimento.

Implicações no entretenimento

Como já citado, a Epic Games busca cada vez mais adicionar atrativos ao seu jogo Fornite. O que começou como um jogo de tiro de matar criaturas, tornando-se um dos mais populares Battle Royals. Hoje em dia realiza até mesmo apresentações de celebridades em seu ambiente virtual. O que faz com que o jogo deixe de ser apenas um jogo de tiro e passe a ser o que os usuários queiram que seja.

Um outro exemplo famoso no mundo dos games é o caso do GTA RP. O jogo é uma versão do jogo Grand Theft Auto da Rockstar Games que suporta um modo de jogo de Role Play (faz de conta). Os usuários podem viver uma vida bem detalhada, comprar casas e carros, trabalhar e até mesmo ser preso por ter cometido um crime. Pode parecer apenas uma brincadeira, mas empresas reais de diversos ramos já firmaram parcerias com o jogo, mostrando o potencial lucrativo que esse tipo de entretenimento pode proporcionar.

Assim como as redes sociais, que apesar de serem de empresas diferentes estão conectadas, os diferentes metaversos também podem seguir dessa forma, unindo jogos, serviços de streaming e redes sociais em um lugar só.

Implicações no trabalho

É comum que usuários de computador sintam a necessidade de telas maiores ou até mesmo um maior número de telas. Um artista pode utilizar uma tela para o desenvolvimento de sua obra e outra pode observar as referências utilizadas. Além disso, um programador que pode utilizar uma tela para a escrita do código, enquanto a outra tela é utilizada para conferir o resultado do desenvolvimento. Quanto mais espaço útil em tela, maior a produtividade nesses casos. Porém, tudo isso tem um custo, já que monitores são equipamentos com um valor relativamente alto. O metaverso pode ser uma solução para esse tipo de problema. 

Inegavelmente, um óculos de realidade virtual, apesar de também possuir um valor alto, pode propiciar ao usuário a experiência de ter em um ambiente virtual, múltiplos monitores (ou outro tipo de equipamento) de forma muito mais barata (talvez até gratuita, a depender do ambiente). Assim, o usuário pode ter suas ferramentas de trabalho de forma mais acessível. Com isso pode aumentar sua produtividade, e até mesmo utilizar o próprio ambiente virtual para se comunicar com seus colegas de equipe.

Possíveis riscos do metaverso

Com todos os equipamentos necessários para acessar um metaverso (que no futuro é esperado que seja muito mais que apenas um óculos), o número de câmeras, sensores e outros captadores de informação presentes no cotidiano dos usuários se tornará cada vez maior. Isso possibilita que número de dados extraídos desses usuários aumente. Como sabemos, dados são informações extremamente importantes nos dias de hoje. Não se sabe ao certo o que as grandes empresas responsáveis pelos metaversos farão com os dados de seus usuários, o que é um potencial risco, considerando possíveis companhias mal intencionadas.

Considerações finais sobre o Metaverso

As implicações do metaverso no cotidiano dos usuários engloba muito mais do que o que foi citado neste artigo. Porém de maneira geral podemos entender que as possibilidades são muitas, e, apesar dos riscos, tanto a maneira de se trabalhar como a maneira de se consumir as mais diversas mídias de entretenimento podem se alterar drasticamente com o decorrer dos próximos anos. 

Ainda não temos toda a tecnologia e infraestrutura necessárias para realizar os sonhos mais profundos dos idealizadores dos metaversos. Mas, todas essas ideias que parecem ter saído de um filme de ficção científica e estão cada vez mais próximas de se tornarem realidade e devemos estar preparados para essas mudanças.

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O que é Pipeline e por que implementá-la?

O que é Pipeline e por que implementá-la?

Não sei você, mas pelo menos para mim, a utilização da palavra Pipeline na definição processos corporativos, a principio, me pareceria assustadora.

Pipeline de vendas, de produto ou de CI/CD, socorro! Risos!

Brincadeiras à parte, você sabe o que é pipeline? Essa definição de processo pode ser explicada de maneira simples, e é isso que farei aqui!

Entenda o conceito de Pipeline

Para começar, vamos fazer uma analogia, pensando em um cano ou um oleoduto.

Normalmente, um fluxo líquido transcorre em seu interior em um sentido único até que se chegue ao fim da tubulação.

Esse fluxo tem um começo, meio e fim, assim como os processos.

Ilustração de uma pipeline de vendas e suas fases
(Ilustração de uma pipeline de vendas e suas fases / Créditos: snov.io)

Uma pipeline nos permite ter uma visão de todas as fases de um processo, por exemplo: de vendas, lançamento de software ou de produtos. Assim, é possível organizar o fluxo de trabalho e planejar adequadamente as ações envolvidas em cada fase.

Uma gestão de pipeline organizada, com etapas bem definidas, proporciona um inegável aumento na produtividade dos profissionais de vendas, evitando que se perca tempo em tarefas desnecessárias.

Artigo / insidecenter.com.br

Em cada fase de uma pipeline ficam definidas as ações que serão tomadas pelos colaboradores ou automações até que se chegue ao fim do processo.

É diferente de um funil de vendas, pois foca nos processos internos para obtenção de um resultado, e não na jornada do cliente até a conclusão de uma venda.

Descubra como ela pode melhorar seus processos

Agora que você já sabe o que é uma pipeline, vamos ver algumas vantagens de se implementar uma em sua organização:

Etapas planejadas

O planejamento de todas as etapas do processo traz maior clareza para todos os envolvidos, pois assim é possível ter uma visão geral de todas as fases que vão compor a pipeline, possibilitando uma melhor compreensão do processo como um todo.

Padronização de processos

A forma como os processos serão definidos dentro de uma pipeline podem servir de modelo para utilização em outras áreas da organização, permitindo assim a padronização de procedimentos e processos.

Modelos que dão certo em um time tendem a ser utilizados por outros times de uma mesma organização.

A longo prazo, esses modelos são aperfeiçoados por meio da colaboração entre os equipes e formam processos sólidos e padronizados.

Facilidade de visualização

A representação visual das etapas de uma pipeline traz uma melhor compreensão do processo como um todo, facilitando também a realização de ajustes, incrementos e refinamentos.

Automação

Em pipelines de software, as famosas CI/CD, é possível automatizar todas as etapas do desenvolvimento. Isso permite entregas de software mais rápidas e em ciclos menores.

É possível interligar várias ferramentas para cuidarem, cada uma, de uma etapa do processo de desenvolvimento, possibilitando assim melhoria e entrega contínuas.

Ilustração de uma pipeline de software e suas fases
(Ilustração de uma pipeline de software e suas fases / Créditos: kindpng.com)

Como implementar uma pipeline

O esforço para planejar e implementar uma pipeline pode levar um certo tempo e envolver muito estudo, colaboração, levantamento de informações e de requisitos.

Provavelmente, muitos ajustes serão feitos nas primeiras semanas até que se encontre uma maneira ideal. Entretanto, alguns passos são fundamentais para atingir esse objetivo.

Veja alguns deles abaixo.

Definição de ações e objetivos

Qual será o objetivo da pipeline? Esse é o ponto inicial.

Defina aqui qual será o objetivo e as ações que devem acontecer dentro da pipeline para se atingir o resultado desejado.

Levantamento de informações

Qual informação é fundamental para o desenvolvimento da pipeline?

Aqui é importante dedicar um certo tempo de pesquisa. Ter todas as informações e requisitos em mãos é fundamental para planejar com eficiência as etapas que vão compor a pipeline.

Assim, diminui-se a possibilidade de retrabalhos ou refatorações que podem causar prejuízos ou atrasar o cronograma do desenvolvimento.

Testes

A pipeline, quando executada, atinge o objetivo esperado?

Seja um software, venda ou produto, a conclusão de todas as etapas da pipeline deve atingir o objetivo de sua concepção.

É o momento de colocar a pipeline em execução e avaliar os resultados obtidos.

Refinamento

O que dá pra melhorar?

Após os testes, chega o momento de colher os aprendizados e refinar as etapas da pipeline que julgar necessário.

Conclusão

Implementar uma pipeline em sua organização pode trazer diversos benefícios a longo prazo, incluindo equipes mais focadas e conscientes das necessidades dos projetos, permitindo que os gestores possam concentrar esforços humanos em ações que entregam mais valor.

O planejamento das etapas e definição de objetivos trazem confiabilidade, agilidade e solidez nos processos. Saber exatamente quais passos devem ser executados nos permite a obtenção de um resultado de forma mais rápida.

O uso de ferramentas de automação faz com que os processos repetitivos sejam automatizados por software, evitando erros humanos e dando maior liberdade criativa para os colaboradores.

As vantagens são muitas, e penso que não há desvantagens! Risos!

Boa sorte implementando a sua pipeline!

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Ética e IA: reflexões e iniciativas

Ética e IA: reflexões e iniciativas

A relação entre ética e IA já levanta alguns questionamentos quanto ao desenvolvimento e à utilização adequada dos dados que respeite a privacidade dos usuários e as regulamentações já existentes.

De acordo com o dicionário Michaelis, ética é o “conjunto de princípios, valores e normas morais e de conduta de um indivíduo ou de grupo social ou de uma sociedade”. Ou seja, para o bom funcionamento da vida em sociedade, é importante o estabelecimento de limites em todas as suas esferas.

O avanço tecnológico promete diversas facilidades à sociedade. Ele está à frente de mudanças estruturais nas empresas, na política e no modo em que as pessoas socializam. A tecnologia é uma área muito recente do desenvolvimento humano, por isso ela está em constante mudança e atualização. Além disso, ainda estudam-se os impactos deste avanço acelerado, e pode levar algum tempo para percebê-los no dia a dia dos usuários e clientes. 

Atualmente, ainda não existem legislações que tratem da maior parte das frentes tecnológicas. A legislação mais relevante já em vigor no Brasil é a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), aprovada apenas há alguns anos, em 2018. Entretanto, há iniciativas que empresas podem adotar para tornar a relação entre ética e IA mais harmônica, do desenvolvimento de aplicações à implementação de tecnologias para a sociedade. Confira alguns exemplos.

Promover maior diversidade dentro dos times de desenvolvimento

Não é incomum notícias sobre como Inteligências Artificiais que reconhecem rostos e movimentos têm um alto número de falhas quando se trata de pessoas não-brancas, mulheres; agravando-se ainda mais quando se trata de mulheres não-brancas. Isso costuma ocorrer quando os exemplos mostrados para a IA não abrangem a variedade etnográfica que temos dentro de uma sociedade. Esta preocupação deve estar presente dentro dos times de desenvolvimento e nos times de recrutamento das empresas. Um time mais diverso traz diferentes visões, problemáticas e ângulos para tratar dos mais variados problemas. Assim, contribui para tornar as aplicações livres dos preconceitos velados.

Atualmente, os times de desenvolvimento não são um representativo da sociedade e as vagas e oportunidades para esse setor que traz inovações e mudanças que afetam todos os setores e níveis sociais acaba se centralizando em camadas mais privilegiadas da sociedade.

Confira mais sobre o perfil demográfico e social do setor tecnológico focado na realidade brasileira neste texto.

Responsabilidade com o uso de dados dos usuários e clientes

Com a LGPD ativa, a preocupação com a regularidade do uso dos dados tem um incentivo a mais, considerando a fiscalização externa à organização que a Lei causa. Todavia, essa preocupação deveria nascer naturalmente dentro de cada empresa, ao preparar seu colaborador quanto ao que se deve ou não compartilhar, com a anonimização de dados sensíveis, rastreabilidade dos canais que têm acesso aos dados de usuários, e com o respeito à privacidade de dados de seus colaboradores e clientes.

Prezar pelo consentimento de uso de dados 

Outra preocupação que está atrelada à LGPD é o respeito ao consentimento do usuário para a coleta de dados ou à comunicação das empresas. Um caso recente de desrespeito ao consentimento do uso de dados foi com a empresa Clearview AI, que mapeou rostos de mídias sociais sem consentimento. A empresa foi condenada a pagar quase US$10 milhões e excluir todos os dados que possuía sobre os cidadãos britânicos. É importante perceber como o respeito às regras de privacidade e proteção de dados vêm sendo cobradas por fontes externas, governos e justiça. Entretanto, a preocupação pode e deve começar internamente dentro das empresas, promovendo discussões sobre o tema, sempre buscando se adequar às necessidades e respeitando a privacidade do usuário.

Conclusão – Ética e IA

Conforme vimos, apesar de ser uma área relativamente nova, as questões e preocupações que relacionam uso adequado de dados, ética e IA já fazem parte da nossa realidade, e em alguns casos já ocorreram punições pelo mal uso desses recursos. Além disso, provavelmente muitos outros tópicos de discussão serão levantados no futuro conforme surgem novas aplicações e sua utilização se torne mais frequente em nosso dia a dia.

Os tópicos acima são apenas alguns exemplos de iniciativas que as empresas já podem adotar para tornar o desenvolvimento de aplicações e implementação de tecnologias mais adequados para toda a sociedade. Entretanto, tudo começa a partir da responsabilidade social dentro das empresas de tecnologia, a partir da conscientização de cada indivíduo. Assim, é possível pensar nas possíveis implicações dos diferentes avanços tecnológicos, evitar os reflexos negativos da tecnologia e tirar o melhor dela, contribuindo para construir um mundo mais inteligente, responsável e ético. 

Gostou do assunto?
Leia também sobre a DALL-E 2, a IA que cria imagens a partir de pedidos do usuário e seu impacto na área do design.

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Diversidade na área Tech: os papéis de gênero e raça no setor

Diversidade na área Tech: os papéis de gênero e raça no setor

No dia 25 de julho, comemoramos o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha. A data é celebrada há 30 anos e surgiu a partir do 1° Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, na República Dominicana, em 1992. O objetivo da data é dar visibilidade às mulheres afrodescendentes e promover políticas públicas para melhorar sua qualidade de vida e extinguir o racismo. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a região é uma das mais desiguais do mundo e o racismo e sexismo estão muito presentes na desigualdade socioeconômica das mulheres negras e nas inúmeras violações que elas sofrem.

Conforme o estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), essas mulheres são as que recebem o salário médio mais baixo em relação a pessoas não afro e inclusive em comparação com homens afro, independente dos níveis educacionais e das horas trabalhadas.

Sabemos como a área de tecnologia está proporcionando ótimas oportunidades de trabalho no Brasil e no mundo. A busca por profissionais na área cresceu 671% durante a pandemia, oferecendo salários acima da média brasileira e boas condições de trabalho, como benefícios e home office, mas como essas oportunidades se distribuem quanto ao gênero e à raça no Brasil?

Distribuição das oportunidades na área Tech brasileira

A pesquisa “Quem Coda BR”, realizada pela PretaLab e a ThoughtWorks, apresenta dados que contextualizam a realidade no setor brasileiro de tecnologia, possibilitando visualizar as lacunas deixadas por alguns grupos nesse cenário. Vamos explorar esses resultados:

  • “As pessoas que trabalham com tecnologia contempladas nesta pesquisa estão em situação de privilégio em comparação com a população do país: são mais jovens, possuem maior rendimento mensal e apresentam mais tempo de escolaridade.”
  • “… a proporção de pessoas brancas é maior em comparação com a realidade brasileira; a proporção de mulheres é menor do que a apresentada na sociedade em geral e não estão representadas as pessoas com deficiências e as famílias com filhos, ou seja, o cenário tecnológico não reflete a diversidade da nossa população”
  • “Entre os pesquisados, pessoas do sexo masculino possuem maior índice de escolaridade em comparação a pessoas do sexo feminino. Pessoas brancas apresentam mais escolaridade que negras/pretas/ pardas, amarelas e indígenas.”
  • “A porcentagem de pessoas do sexo masculino entre os respondentes é 20% maior do que o retrato da sociedade brasileira.”
  • De acordo com a pesquisa, 78.9% dos respondentes afirmam ser heterossexuais.
  • “Em 64,9% dos casos, as mulheres representam no máximo 20% das equipes de trabalho em tecnologia.”
Diversidade na área Tech - % nas equipes
Fonte: Quem Coda BR

Lideranças femininas no Brasil

Outro dado interessante, o número de lideranças femininas nas empresas brasileiras, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2019, apenas 37,4% das posições gerenciais no Brasil são ocupadas por mulheres. Este número não faz um recorte racial, sendo assim, possivelmente, o número de mulheres negras em posições de liderança deve seguir a tendência dos outros dados do primeiro estudo e ser menor do que a divulgada pela pesquisa do IBGE.

Iniciativas para a diversidade

Apesar dos números encontrados atualmente, há vários projetos e comunidades que buscam tornar este ambiente menos desigual e trazer mais diversidade na área Tech. Isso oferece benefícios tanto para as empresas quanto para essas mulheres, pois um time mais diverso traz diferentes visões, problemáticas e ângulos para resolver grandes desafios, fazendo com que os preconceitos velados não sejam passados para as aplicações.

Confira alguns projetos que visam empoderar, educar e incentivar mulheres, meninas e pessoas de periferias para trazer mais diversidade na área Tech:

Comunidades internacionais:

Diversidade na área Tech – Considerações Finais

Como percebemos, por meio dos dados levantados, há um longo caminho a ser percorrido para que o setor tecnológico alcance maior diversidade e representatividade. Isso é extremamente importante para o setor, pois assim é possível produzir inovações pensando em todos os públicos e levar oportunidades para uma grande parcela da população que acaba sendo excluída de algumas áreas por terem oportunidades de acesso limitadas.

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