O que é Pipeline e por que implementá-la?

O que é Pipeline e por que implementá-la?

Não sei você, mas pelo menos para mim, a utilização da palavra Pipeline na definição processos corporativos, a principio, me pareceria assustadora.

Pipeline de vendas, de produto ou de CI/CD, socorro! Risos!

Brincadeiras à parte, você sabe o que é pipeline? Essa definição de processo pode ser explicada de maneira simples, e é isso que farei aqui!

Entenda o conceito de Pipeline

Para começar, vamos fazer uma analogia, pensando em um cano ou um oleoduto.

Normalmente, um fluxo líquido transcorre em seu interior em um sentido único até que se chegue ao fim da tubulação.

Esse fluxo tem um começo, meio e fim, assim como os processos.

Ilustração de uma pipeline de vendas e suas fases
(Ilustração de uma pipeline de vendas e suas fases / Créditos: snov.io)

Uma pipeline nos permite ter uma visão de todas as fases de um processo, por exemplo: de vendas, lançamento de software ou de produtos. Assim, é possível organizar o fluxo de trabalho e planejar adequadamente as ações envolvidas em cada fase.

Uma gestão de pipeline organizada, com etapas bem definidas, proporciona um inegável aumento na produtividade dos profissionais de vendas, evitando que se perca tempo em tarefas desnecessárias.

Artigo / insidecenter.com.br

Em cada fase de uma pipeline ficam definidas as ações que serão tomadas pelos colaboradores ou automações até que se chegue ao fim do processo.

É diferente de um funil de vendas, pois foca nos processos internos para obtenção de um resultado, e não na jornada do cliente até a conclusão de uma venda.

Descubra como ela pode melhorar seus processos

Agora que você já sabe o que é uma pipeline, vamos ver algumas vantagens de se implementar uma em sua organização:

Etapas planejadas

O planejamento de todas as etapas do processo traz maior clareza para todos os envolvidos, pois assim é possível ter uma visão geral de todas as fases que vão compor a pipeline, possibilitando uma melhor compreensão do processo como um todo.

Padronização de processos

A forma como os processos serão definidos dentro de uma pipeline podem servir de modelo para utilização em outras áreas da organização, permitindo assim a padronização de procedimentos e processos.

Modelos que dão certo em um time tendem a ser utilizados por outros times de uma mesma organização.

A longo prazo, esses modelos são aperfeiçoados por meio da colaboração entre os equipes e formam processos sólidos e padronizados.

Facilidade de visualização

A representação visual das etapas de uma pipeline traz uma melhor compreensão do processo como um todo, facilitando também a realização de ajustes, incrementos e refinamentos.

Automação

Em pipelines de software, as famosas CI/CD, é possível automatizar todas as etapas do desenvolvimento. Isso permite entregas de software mais rápidas e em ciclos menores.

É possível interligar várias ferramentas para cuidarem, cada uma, de uma etapa do processo de desenvolvimento, possibilitando assim melhoria e entrega contínuas.

Ilustração de uma pipeline de software e suas fases
(Ilustração de uma pipeline de software e suas fases / Créditos: kindpng.com)

Como implementar uma pipeline

O esforço para planejar e implementar uma pipeline pode levar um certo tempo e envolver muito estudo, colaboração, levantamento de informações e de requisitos.

Provavelmente, muitos ajustes serão feitos nas primeiras semanas até que se encontre uma maneira ideal. Entretanto, alguns passos são fundamentais para atingir esse objetivo.

Veja alguns deles abaixo.

Definição de ações e objetivos

Qual será o objetivo da pipeline? Esse é o ponto inicial.

Defina aqui qual será o objetivo e as ações que devem acontecer dentro da pipeline para se atingir o resultado desejado.

Levantamento de informações

Qual informação é fundamental para o desenvolvimento da pipeline?

Aqui é importante dedicar um certo tempo de pesquisa. Ter todas as informações e requisitos em mãos é fundamental para planejar com eficiência as etapas que vão compor a pipeline.

Assim, diminui-se a possibilidade de retrabalhos ou refatorações que podem causar prejuízos ou atrasar o cronograma do desenvolvimento.

Testes

A pipeline, quando executada, atinge o objetivo esperado?

Seja um software, venda ou produto, a conclusão de todas as etapas da pipeline deve atingir o objetivo de sua concepção.

É o momento de colocar a pipeline em execução e avaliar os resultados obtidos.

Refinamento

O que dá pra melhorar?

Após os testes, chega o momento de colher os aprendizados e refinar as etapas da pipeline que julgar necessário.

Conclusão

Implementar uma pipeline em sua organização pode trazer diversos benefícios a longo prazo, incluindo equipes mais focadas e conscientes das necessidades dos projetos, permitindo que os gestores possam concentrar esforços humanos em ações que entregam mais valor.

O planejamento das etapas e definição de objetivos trazem confiabilidade, agilidade e solidez nos processos. Saber exatamente quais passos devem ser executados nos permite a obtenção de um resultado de forma mais rápida.

O uso de ferramentas de automação faz com que os processos repetitivos sejam automatizados por software, evitando erros humanos e dando maior liberdade criativa para os colaboradores.

As vantagens são muitas, e penso que não há desvantagens! Risos!

Boa sorte implementando a sua pipeline!

Quem é a Aquarela Analytics?

A Aquarela Analytics é pioneira e referência nacional na aplicação de Inteligência Artificial na indústria e em grandes empresas. Por meio da plataforma Vortx e da metodolgia DCIM (Download e-book gratuito), atende clientes importantes, como: Embraer (aeroespacial), Scania e Grupo Randon (automotivo), SolarBR Coca-Cola (alimentício), Hospital das Clínicas (saúde), NTS-Brasil (óleo e gás), Votorantim (energia), dentre outros. Fique atento às novas publicações diárias da Aquarela Analytics no Linkedin e assinando a nossa Newsletter mensal! 

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Segurança na gestão de dados

Segurança na gestão de dados

Os dados se tornaram um dos ativos mais valiosos das organizações no mundo atual. Sua importância se tornou evidente a partir da democratização do acesso à internet, meios computacionais, e adoção de técnicas de IA e Machine Learning em larga escala. 

Isso, aliado ao poder da computação atual, possibilitou o uso dos dados para análises e previsões que antes eram impossíveis, revolucionando as operações e a forma como as empresas fazem negócios.

Em um cenário como esse, torna-se necessário adotar técnicas de segurança na gestão de dados a fim de garantir a integridade das informações confidenciais de clientes e da própria organização. 

Segundo reportagem do CanalTech, empresas devem investir cerca de 83% em segurança digital em 2022. Sendo assim, selecionamos aqui algumas ações que podem ser adotadas para reforçar a segurança na gestão de dados das organizações.

Política de backups e snapshots

Implementar uma política de backup e restauração é de absoluta importância. Com procedimentos e ações bem definidas, é possível recuperar os sistemas afetados por falhas ou ataques em menor tempo, com mais efetividade e integridade dos dados.

Ter snapshots recentes dos servidores web e de banco de dados é essencial para garantir o funcionamento das operações em caso de desastres. Uma política de snapshots regulares reduz o risco de perda de dados e proporciona um menor tempo de downtime.

Replicação de dados

As bases de dados são, sem dúvida, um dos ativos mais valiosos das organizações, sem eles, operações inteiras simplesmente param. 

Uma boa política de gestão de dados deve levar em consideração a necessidade de criar réplicas dos bancos de dados a fim de garantir a alta disponibilidade das informações em eventos de natureza inesperada. 

Criptografia de arquivos e discos

Implementar criptografia nos arquivos e discos de armazenamento deve ser mandatório. As boas práticas de segurança na gestão de dados preveem o uso da criptografia em todos os estágios do ciclo de vida dos dados.

Computadores e laptops corporativos também devem utilizar-se da criptografia para garantir que arquivos não sejam acessados indevidamente. Assim, mesmo que o disco rígido caia em mãos erradas, o acesso aos dados contidos nele estará protegido pela criptografia.

Além disso, o tráfego das informações pela internet deve estar sempre protegido por certificados SSL ou TLS. Dessa forma, evita-se que os pacotes sejam interceptados em trânsito por estarem sendo transmitidos de forma desprotegida.

O princípio do menor privilégio

O princípio do menor privilégio é a prática de limitar os direitos de acesso dos usuários ao mínimo necessário para a realização de uma tarefa. Isso garante que o usuário ficará restrito aos recursos definidos pelo administrador da organização.

As permissões normalmente são concedidas aos grupos, que podem ser um departamento ou um cargo. Elas serão definidas com base na função desempenhada por este cargo, impedindo assim um colaborador de acessar recursos não relativos às suas atribuições.

Em caso de necessidade de permissionamento adicional, esse pode ser concedido de forma definitiva ou temporária para que atenda apenas ao período necessário para o desempenho da atividade.

Revogação de acesso

A revogação de acesso é uma política de segurança crítica para uma organização. 

O acesso de colaboradores desligados e contas de sistema inutilizadas devem ser revogados o mais rápido possível para impedir que sejam usadas indevidamente para acessar os dados da organização. 

Uma boa prática é desativar o usuário em vez de excluí-lo. É importante poder reativar o usuário novamente em caso excepcional. 

VPN

O acesso aos servidores cloud e sistemas importantes deve-se preferencialmente estar protegido por uma conexão do tipo VPN (Virtual Private Network).

Ao estabelecer uma VPN, cria-se um túnel virtual entre a origem e o destino, proporcionando assim um ambiente seguro para o tráfego dos dados.

Buckets e Cloud Storage

Aqui, recomenda-se utilizar o serviço mais adequado à necessidade dos dados a serem armazenados. 

A gestão de dados deve considerar o tempo estimado para recuperação dos dados e o custo por objeto armazenado, que pode variar de acordo com a necessidade.

Google e AWS, por exemplo, oferecem diferentes classes de armazenamento, em diferentes características e custos envolvidos. 

Armazenamentos do tipo Archive, por exemplo, possuem um custo menor, mas um tempo de recuperação que pode levar horas, sendo inadequado para backups de sistemas em produção, mas ideal para arquivar dados que não serão acessados, como arquivos XML de notas fiscais.

Já os do tipo Standard, são ideais para sistemas em produção, pois seu tempo de recuperação é imediato, permitindo uma ação rápida em casos excepcionais.

Segurança na gestão de dados – Considerações finais

Como vimos, à medida que os dados tornam-se cada vez mais importantes para as empresas, devido a seu valor estratégico, aumenta a preocupação com a segurança da informação.

Nesse cenário, é imprescindível às empresas a adoção das medidas de segurança listadas anteriormente a fim de garantir a integridade das informações confidenciais de clientes e da própria organização. No entanto, cabe ressaltar que garantir a segurança na gestão de dados é um trabalho contínuo das empresas, que exige atenção e atualização constantes.  

E aí, gostou das dicas para reforçar a segurança na gestão de dados? Então deixe o seu comentário.

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