Segurança na gestão de dados

Segurança na gestão de dados

Os dados se tornaram um dos ativos mais valiosos das organizações no mundo atual. Sua importância se tornou evidente a partir da democratização do acesso à internet, meios computacionais, e adoção de técnicas de IA e Machine Learning em larga escala. 

Isso, aliado ao poder da computação atual, possibilitou o uso dos dados para análises e previsões que antes eram impossíveis, revolucionando as operações e a forma como as empresas fazem negócios.

Em um cenário como esse, torna-se necessário adotar técnicas de segurança na gestão de dados a fim de garantir a integridade das informações confidenciais de clientes e da própria organização. 

Segundo reportagem do CanalTech, empresas devem investir cerca de 83% em segurança digital em 2022. Sendo assim, selecionamos aqui algumas ações que podem ser adotadas para reforçar a segurança na gestão de dados das organizações.

Política de backups e snapshots

Implementar uma política de backup e restauração é de absoluta importância. Com procedimentos e ações bem definidas, é possível recuperar os sistemas afetados por falhas ou ataques em menor tempo, com mais efetividade e integridade dos dados.

Ter snapshots recentes dos servidores web e de banco de dados é essencial para garantir o funcionamento das operações em caso de desastres. Uma política de snapshots regulares reduz o risco de perda de dados e proporciona um menor tempo de downtime.

Replicação de dados

As bases de dados são, sem dúvida, um dos ativos mais valiosos das organizações, sem eles, operações inteiras simplesmente param. 

Uma boa política de gestão de dados deve levar em consideração a necessidade de criar réplicas dos bancos de dados a fim de garantir a alta disponibilidade das informações em eventos de natureza inesperada. 

Criptografia de arquivos e discos

Implementar criptografia nos arquivos e discos de armazenamento deve ser mandatório. As boas práticas de segurança na gestão de dados preveem o uso da criptografia em todos os estágios do ciclo de vida dos dados.

Computadores e laptops corporativos também devem utilizar-se da criptografia para garantir que arquivos não sejam acessados indevidamente. Assim, mesmo que o disco rígido caia em mãos erradas, o acesso aos dados contidos nele estará protegido pela criptografia.

Além disso, o tráfego das informações pela internet deve estar sempre protegido por certificados SSL ou TLS. Dessa forma, evita-se que os pacotes sejam interceptados em trânsito por estarem sendo transmitidos de forma desprotegida.

O princípio do menor privilégio

O princípio do menor privilégio é a prática de limitar os direitos de acesso dos usuários ao mínimo necessário para a realização de uma tarefa. Isso garante que o usuário ficará restrito aos recursos definidos pelo administrador da organização.

As permissões normalmente são concedidas aos grupos, que podem ser um departamento ou um cargo. Elas serão definidas com base na função desempenhada por este cargo, impedindo assim um colaborador de acessar recursos não relativos às suas atribuições.

Em caso de necessidade de permissionamento adicional, esse pode ser concedido de forma definitiva ou temporária para que atenda apenas ao período necessário para o desempenho da atividade.

Revogação de acesso

A revogação de acesso é uma política de segurança crítica para uma organização. 

O acesso de colaboradores desligados e contas de sistema inutilizadas devem ser revogados o mais rápido possível para impedir que sejam usadas indevidamente para acessar os dados da organização. 

Uma boa prática é desativar o usuário em vez de excluí-lo. É importante poder reativar o usuário novamente em caso excepcional. 

VPN

O acesso aos servidores cloud e sistemas importantes deve-se preferencialmente estar protegido por uma conexão do tipo VPN (Virtual Private Network).

Ao estabelecer uma VPN, cria-se um túnel virtual entre a origem e o destino, proporcionando assim um ambiente seguro para o tráfego dos dados.

Buckets e Cloud Storage

Aqui, recomenda-se utilizar o serviço mais adequado à necessidade dos dados a serem armazenados. 

A gestão de dados deve considerar o tempo estimado para recuperação dos dados e o custo por objeto armazenado, que pode variar de acordo com a necessidade.

Google e AWS, por exemplo, oferecem diferentes classes de armazenamento, em diferentes características e custos envolvidos. 

Armazenamentos do tipo Archive, por exemplo, possuem um custo menor, mas um tempo de recuperação que pode levar horas, sendo inadequado para backups de sistemas em produção, mas ideal para arquivar dados que não serão acessados, como arquivos XML de notas fiscais.

Já os do tipo Standard, são ideais para sistemas em produção, pois seu tempo de recuperação é imediato, permitindo uma ação rápida em casos excepcionais.

Segurança na gestão de dados – Considerações finais

Como vimos, à medida que os dados tornam-se cada vez mais importantes para as empresas, devido a seu valor estratégico, aumenta a preocupação com a segurança da informação.

Nesse cenário, é imprescindível às empresas a adoção das medidas de segurança listadas anteriormente a fim de garantir a integridade das informações confidenciais de clientes e da própria organização. No entanto, cabe ressaltar que garantir a segurança na gestão de dados é um trabalho contínuo das empresas, que exige atenção e atualização constantes.  

E aí, gostou das dicas para reforçar a segurança na gestão de dados? Então deixe o seu comentário.

Quem é a Aquarela Analytics?

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